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5 mitos e verdades sobre os vinhos – parte 2

12 de setembro de 2016

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Continuando nossa busca sobre o que é e o que apenas parece ser no mundo dos vinhos

Está aí a segunda parte da lista que preparamos de curiosidades sobre os vinhos. O que será verdade mesmo e o que é pura lenda?

Vinho respira?

Pode parecer conversa fiada, mas a verdade é que o vinho é um produto vivo, já que quimicamente se transforma a partir do momento em que está em contato com o oxigênio e, se não for ingerido, morre – quando vira vinagre. Ou seja, respira. Você percebe isso em duas situações: ao usar um decanter (nada mais que uma jarra de boca larga) ou ao girar o vinho na taça. Em abas as situações, você ajuda o líquido a entrar em contato com o oxigênio e facilita a dissipação dos compostos voláteis ou, traduzindo, faz com que os aromas apareçam mais rapidamente.

Quando a garrafa tem fundo grosso significa que o vinho é melhor?

Em homenagem ao Ronnie Von, a resposta: não, não significa. Existem teorias que dão conta de responder por que algumas garrafas têm fundo côncavo e outras não – aquela concavidade ou reentrância, também chamado ‘punt’. Serve para apoiar o dedo na hora de servir? Sim, mas sério que é só pra isso? Foi criado para que as garrafas de espumante não estourassem tão facilmente, já que o formato minimiza a pressão na hora de colocar a rolha? Sim, mas existem vinhos que não estouram também tem o fundo nesse formato. É uma grande jogada de marketing? Sim, pois até hoje dizem que é isso sinônimo de qualidade, tanto que esse mito está aqui nessa lista, mas a ideia não surgiu em agência de publicidade. A hipótese mais provável é que com o fundo côncavo ficava mais fácil de soprar o vidro e moldar a garrafa, lá nos idos do século 17. Simples, assim. Apesar disso, é bom prestar atenção porque essas garrafas costumam ser mais caras e selecionadas para vinhos de maior valor agregado.

Todo espumante é champanhe?

Não. Champanhe só na região homônima da França. No resto do mundo, espumante, por favor. A legislação de vinhos francesa é uma das mais rigorosas que se tem notícia – sorte nossa, pois isso faz com que a qualidade dos vinhos seja mantida. E o nome Champanhe é protegido por lei – apesar de ter muita “champanha” brasileira louca por um passaporte europeu. Só pode ser chamado assim o vinho espumante elaborado na região de Champanhe, na França, com três uvas específicas e com segunda fermentação na garrafa. Muito resumidamente, é assim que se faz o champanhe (no masculino, por sinal). Se você ainda não experimentou um autêntico, acredite: tanto rigor compensa. Para entender melhor, brindemos com Deutz (em taça de cristal, por favor!).

deutz-brut-classic

Vinho verde é verde?

Não. Vinho Verde é o nome de uma Denominação de Origem de Portugal. Uma área no noroeste do país, o Minho, com vasta e rica vegetação, então talvez o nome venha daí. Outra hipótese é que ali se fazem vinhos para serem consumidos assim que estão no mercado, ou seja, jovens. Vinho verde não é verde, mas pode ser branco, tinto ou rosé. Aqui no Brasil é mais difícil encontrar o tinto, mas em Portugal o seu consumo é frequente, principalmente com sardinhas assadas. São vinhos de personalidade e muito gastronômicos. Para conhecer, nossas indicações: Alvarinho Portal do Fidalgo e Vinho Verde Loureiro do João Portugal Ramos.

alvarinho-portal-do-fidalgo

Essa é uma briga de gigantes e seria motivo para diversas passeatas calorosas e discussões polarizadas. Uns pensam “o vinho é seu, beba onde quiser, seja em copo americano ou taça Riedel”.

Vinho fica melhor em taça de cristal?

Essa é uma briga de gigantes e seria motivo para diversas passeatas calorosas e discussões polarizadas. Uns pensam “o vinho é seu, beba onde quiser, seja em copo americano ou taça Riedel”. Para esses, o vinho deveria ser uma bebida comum, como na Europa, onde qualquer almoço é acompanhado por uma taça (ou copo). Outros pensam que não usar a taça adequada “é uma afronta aos bons costumes seculares de degustação da bebida”. Para estes, só cristal e uma taça para cada tipo de vinho. Então, afinal, o cristal faz diferença? Se você gosta de ritual e de degustar (e não beber por beber), sim. O cristal é um material que leva uma porcentagem maior de chumbo que o vidro em sua composição e isso resulta em uma taça mais fina, mais transparente e mais porosa – o que faz toda diferença na hora de analisar a textura do vinho. Sem falar no charme e no barulho na hora do tim-tim.

Esta publicação é uma parceria com a Porto a Porto.

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