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5 perguntas para Oscar Luzardo, autor de “Panifesto”

2 de junho de 2017

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Proprietário da La Panoteca conta um pouco sobre sua relação íntima com o pão

Bem mais do que o pãozinho nosso de cada dia, esse alimento milenar representa, para muitos, uma filosofia de vida. O uruguaio radicado em Curitiba, Oscar Luzardo, sabe bem disso. Uma das mentes e mãos por trás da La Panoteca Slow Bakery, o empresário lança nesta terça-feira (6) o Panifesto, escrito em parceria com Claudine Botelho, com quem, além de alianças, compartilha a paixão por pães.

O livro, publicado pela Pulp Edições, é um relato da busca do casal pelo pão paranaense. Eles querem mostrar que no Paraná existem, sim, elementos para fortalecer a cultura do pão e, para isso, decidiram percorrer a cadeia de produção, desde produtores de trigo e moinhos até colegas padeiros e quem, de alguma maneira, gosta tanto de pão quanto eles.

O lançamento oficial do Panifesto é nesta terça-feira, às 19h, na La Panoteca, durante a apresentação da nova farinha premium da Moageira Irati, produzida em parceria com Oscar e Claudine. Além dos lançamentos, haverá um bate-papo com Marcelo Vosnika, sócio-proprietário da Moageira e presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). O tema da conversa será “a importância da farinha de trigo no processo de produção do pão paranaense”. Tanto o livro (R$44,90) quanto a farinha (R$9,50, 1 kg) estarão disponíveis para compra no evento.

Pra conhecer um pouco mais sobre esse amor por pães, por sinal muito legítimo, que motivou tanto a realização do livro quanto seu trabalho na La Panoteca, a Tutano conversou com o Oscar. Abaixo você confere, na íntegra, as cinco perguntinhas espertas que ele respondeu pra gente. 😉

1. Como o pão foi apresentado a você? Quais as suas primeiras lembranças dessa paixão por pães?

No Uruguai se fala que cada criança nasce com uma flauta embaixo do braço. A flauta é o pão típico de lá, parece uma baguete, um pouquinho mais gordinho. A gente consome muito pão e, de fato, conheci a produção acho que aos 12 anos. É algo que está presente desde criança. E quando era adolescente, tive a oportunidade de, além das coisas que se fazia em casa, como macarrão e pão, trabalhar em um armazém, onde eram feitos biscoitos e pão. Foi aí que comecei a fazer o pão. Então, é algo que é muito presente na nossa cultura do trigo, tanto as massas quanto os pães.

2. Para você, o que é ser um “padeiro de alma”?

Bem, acho que tem dois aspectos. Um seria curtir o processo de  fazer o pão, pois há um lado bastante lúdico, que remete muito a ser criança, a se sujar, brincar, cortar. Isso tudo é muito desfrutável. Eu me divirto. Tem momentos no dia que, às vezes quando se está com um monte de coisa na cabeça, seja relacionado a assuntos empresariais ou da família, você consegue se distrair e brincar. Esse é um aspecto que eu gosto muito do dia a dia e, de alguma maneira, é onde se conecta a alma.

A outra coisa que gosto do pão é que é algo que você dificilmente faz só pra você. É algo que você partilha, sabe? Fazer uma massa geralmente é para compartilhar. O fato de poder repartir o pão pra comer, cortar ele, compartilhar com a família. Acho que isso está muito relacionado com o próprio produto, que tem alma. E não só quem faz como quem o consome.

3. É melhor fazer ou comer o pão?

Ah as duas coisas (risos). Uma parte da diversão de fazer e outra parte do gordo, né? (risos). É difícil, mas sem dúvida as duas coisas. São momentos diferentes, mas amplamente gostosos os dois.

4. Pão combina com…

Com amor. Sobretudo quando se faz em casa. Tanto a minha esposa quanto o meu filho também adoram pão. Então acho que combina principalmente com a família, com bons momentos, até com a rotina, sabe? Tem muito a ver com a família. Agora, em relação a alimentos, ele é um aliado de muitos. De sanduíches a acompanhamentos, ou com vinho. Mas principalmente como elemento, me parece que o pão combina mesmo com a família, com carinho, com amor, com dedicação e com paciência. Com paciência porque o pão precisa de muita paciência. E a família também e o amor também (risos).

5. Se você fosse um pão, qual seria? Por quê?

Boa, boa (risos)! Difícil de responder. A gente gosta muito de mudar constantemente os pães e as receitas. Somos meio uma metamorfose… panificável (risos). Então é muito difícil escolher um pão. Não gostamos muito da rotina.Trabalhamos por muito tempo em empresas multinacionais, então o que a gente gosta um pouco do negócio aqui é que, apesar de ter rotina de horário, sempre acontecem coisas novas. A cada 3 meses, mudamos o produto, estamos inventando coisas novas, trazemos diferentes pães, de diferentes regiões. Então, honestamente, de coração, cada dia me dá vontade de comer um pão diferente. Se tivesse que me identificar com algum, seria um pão de alguma aldeia, de Portugal, um pão do campo ou caseiro, do Uruguai, sei lá. Me agrada bastante experimentar e me identifico mais com esses tipos de pães. Pães simples, sabe? Uma broa de milho, um pão de milho.

La Panoteca
Rua Gastão Câmara, 384, Bigorrilho
(41) 3339-8405

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