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5 restaurantes nos arredores de Curitiba, por Rosane Radecki

23 de junho de 2017

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Gastronomia tradicional, regional e sustentável na região metropolitana de Curitiba

Que curitibano é bairrista todo o mundo sabe, mas agora está na hora de engolir o orgulho e aceitar: a boa gastronomia não se resume aos restaurantes da capital. As cidades dos arredores de Curitiba têm uma culinária regional própria e riquíssima. Iguarias inspiradas em diferentes culturas, como a cozinha alemã, tropeira e até peruana.

Pensando nisso, fomos buscar dicas com uma pessoa que entende do assunto: a chef Rosane Radecki, proprietária dos restaurantes Girassol e Alecrim, no município de Palmeira. É ela quem toca a cozinha do Girassol há mais de 20 anos e já é considerada a embaixadora gastronômica da região, após resgatar a receita do Pão no Bafo, prato comum na casa dos descendentes de alemães da região e patrimônio cultural de Palmeira.

Conversamos com a Rosane e pedimos que ela fizesse valer seu papel de “emissária”, indicando 5 restaurantes imperdíveis fora do eixo de Curitiba. Partiu pegar a estrada e aumentar sua intimidade com a gastronomia paranaense?

Girassol 

Além de pratos tradicionais, como o pão no bafo, o restaurante (da Rosane) também oferece releituras, como o Carneiro Fora do Buraco. O prato é uma adaptação da receita típica de Campo Mourão, o Carneiro no Buraco, que leva carne de carneiro, folhas de bananeira. “A gente fez uma brincadeira com esse nome”, explicou Rosane, pois a versão servida no Girassol leva boa parte dos ingredientes da receita original, mas é preparada em uma panela de ferro ao invés de dentro de um buraco na terra.

Que prato pedir na primeira visita: pão no bafo ou a carne com polenta brustolada
Por que ir: pelo ambiente e pela tradição em comida regional.
Chef: Rosane Radecki

BR 277, Km 168,4, Palmeira – PR
(42) 3252-1778
Todos os dias, 10h às 23h

Bierwit 

O melhor restaurante da Colônia Witmarsun, segundo Rosane. “Comida típica alemã mesmo, daquelas com muita salsicha”, disse a chef. O restaurante tem uma ampla área verde, boa pedida para um dia de sol com os amigos ou para levar as crianças. Para completar o clima da Alemanha, as cervejas vendidas no Bierwit são artesanais e produzidas na própria colônia.

Que prato pedir na primeira visita: joelho de porco
Por que ir: é a melhor comida lá da colônia.
Chefs: Giovanna Smaka e Guilherme Ceschim

Av. Pres. Ernesto Geisel, s/nº, Palmeira – PR
(42) 3254-1450
Sábados, 11h às 23h
Domingos, 11h às 16h

Empório do Largo

O restaurante de comida tradicional morretiana fica na beira do rio Nhundiaquara, em uma casa construída no ano de 1733. O Empório serve barreado, peixes, camarão e cervejas artesanais. O que destaca este restaurante dos demais da cidade, segundo Rosane, é o ambiente. Além da proximidade com o rio, o espaço tem um estilo único, com móveis antigos herdados ou garimpados em lojas de antiguidades.

Que prato pedir na primeira visita: barreado
Por que ir: porque é um ambiente agradável, na beira do rio.
Chef: Luiz Guilherme Peralta

Largo Dr. José Pereira, 152, Morretes – PR
(41) 3462-1190
Todos os dias, 11h30 às 15h

Cantina Casa Verde 

A Cantina Casa Verde é um dos restaurantes mais tradicionais de Antonina. O cardápio sazonal serve comida ítalo-caiçara, o que inclui muitos frutos do mar, palmito, barreado e massas. O restaurante tem um clima descontraído e é uma boa opção para quem procura um bar mais descolado na cidade.

Que prato pedir na primeira visita: o menu degustação, para experimentar de tudo um pouco
Por que ir: pelo cardápio. É uma comida caiçara bem regional. Eles trabalham com sazonalidade. E o lugar é uma graça.
Chef: André Furlaneto

Travessa Marinho de Souza, 34, Antonina – PR
(41) 3432-3612
Quinta-feira a domingo, 11h às 23h

Quina do Chef

Nem só de comida regional vivem as cidades ao redor de Curitiba. O Quina do Chef fica em Campina Grande do Sul e serve comida peruana, porém, a maioria dos ingredientes são produzidos ali mesmo. O restaurante adota um sistema autossustentável, que inclui práticas de compostagem, captação da água da chuva, sazonalidade e cultivo de alimentos de origem peruana no próprio quintal. O ceviche está no cardápio, claro, assim como a causa limenha, a variação peruana do escondidinho.

Que prato pedir na primeira visita: pimenta rocotto recheada (mas é para quem gosta de pimenta, porque o prato é bem picante)
Por que ir: pela curiosidade. É bem interessante ter esse restaurante de comida peruana fora do eixo de Curitiba. E a comida é ótima.
Chef: Francisco Jede Orejuela

Rua Waldomiro Souza Hathy, 291, Campina Grande do Sul – PR
(41) 3676-2883
Quarta-feira a domingo, 11h30 às 15h

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