Batata Doce é acusada de formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato

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Foto: equipe Tutano

Na próxima semana (18), será realizado o julgamento do réu Batata Doce, em Brasília, às 11h. Acusada de formação de quadrilha (por ter criado uma legião de fãs que só almoçam batata doce com frango grelhado, adeptos do crossfit), de falsidade ideológica (por não ser tão saborosa quanto a batata comum) e de estelionato (vide seu nome ter a palavra DOCE quando ela também é preparada com sal), a Batata Doce se encontra em uma situação de extrema injustiça.

Um grupo de pessoas que não aguenta mais ouvir os amigos fitness invocando a Batata Doce o tempo todo, de os ver tirar o tupperware no meio do restaurante sob o argumento “tô de dieta, preciso ganhar massa muscular”, moveu uma ação pública contra o tubérculo. Porém, é preciso salientar que o culpado desse crime não é a Batata, ela não pode ser julgada por algo que é intrínseco a ela. Os verdadeiros transgressores são as pessoas que vão à academia e não prestam atenção nas recomendações dos nutricionistas: eles dizem alimentação balanceada, não “coma batata doce em todas as refeições, sempre que puder, o tempo todo”.

Outra acusação que precisa ser desmentida é a de falsidade ideológica. Sob o pretexto de humilhar a essência da Batata Doce, há os que utilizam a bandeira do sabor em favor de seus interesses. Não há acusação mais injusta e triste do que essa. Poderíamos argumentar que gosto é como braço, cada um tem o seu, mas ninguém colocou o chuchu na cadeira de julgamento por causa disso. Ou o quiabo. Ou a jaca. Ou a dobradinha. Pelo menos, a Batata Doce é natural, cheirosa e não vem das tripas de um bicho — só refletindo mesmo.

Já o crime de estelionato é o mais absurdo, reflete como a justiça gastronômica se tornou conservadora nos últimos anos. É preciso celebrar a possibilidade de usar um alimento para pratos doces e salgados, isso rompe a lógica vigente de manter os produtos em caixinhas, “ah, não pode usar isso em tal coisa porque não foi feito pra isso”. É um triste dia para a gastronomia essa afirmação.

Mas é preciso dizer que isso já era de se esperar. Leve em consideração esse breve histórico cultural do comportamento humano em relação aos alimentos. Os humanos se apropriam de alimentos e fazem deles o que bem entendem, o usam exaustivamente e depois o jogam fora, sem a menor gratidão por todos os nutrientes ingeridos. Isso já foi feito com a chia anos antes, em que uma legião de pessoas passou a utilizar em tudo: no arroz, na salada, no chá, na panqueca, no pudim, no ovo, no feijão, no milkshake, na gelatina! A cada 10 palavras faladas por essas pessoas, 9 eram chia! Depois de alguns meses de consumo exacerbado, a parcela da população que não entrou na onda da chia, começou a revirar os olhos, a criar grupos no WhatsApp nomeados de Eu não gosto/odeio chia. Com o passar do tempo, os consumidores superaram a semente, ignoraram sua existência e foram em busca de um novo alimento para usurpar.

Isso é exatamente o que está sendo feito com a Batata Doce, a história está se repetindo! Mas nós, da Tutano, junto com a nossa fiel parceira Stampa Food, decidimos criar um manifesto em defesa do tubérculo rico em fibras, vitamina A e carboidratos saudáveis. Temos consciência de que esse posicionamento pode acarretar a perda de leitores, mas acreditamos que não podemos compactuar com esse golpe! A Batata Doce é vítima e inocente de todos os crimes pelos quais é acusada.

A Stampa Food, empresa que distribui food service em Curitiba e protetora dos direitos dos alimentos, tomou uma iniciativa que promete levar esse processo ao fim e inocentar, de uma vez por todas, a Batata Doce. Ela oferece aos seus clientes a possibilidade de venderem em seus restaurantes uma porção de Batata Doce frita. Ela combina um delicioso sabor de batata doce com uma mordida crocante irresistível que pode ser acompanhada de molhos doces ou salgados.

Esse produto é a solução, pois é uma alternativa para os que insistem em manter uma dieta composta apenas por Batata Doce, permitindo que eles saiam com os amigos sem precisar levar uma marmitinha ou serem constrangidos; derruba a teoria de que não há sabor na batata doce, visto que segue o padrão de qualidade da Stampa Food, de extrair o máximo de qualidade de cada produto; e, por fim, prova que a acusação de estelionato é um grande disparate ao revolucionar a gastronomia com a união de sabores antagônicos.

Essas provas são o bastante para livrar a Batata Doce desses processos, mas tememos que forças mais poderosas estejam por trás dessa conspiração. Por isso, chamamos os nossos leitores, pessoas sensatas e sensíveis a essa causa, a lutarem conosco contra os que insistem em tentar silenciar a Batata Doce! Compartilhem nosso manifesto, juntos conseguiremos vencer!

Esta publicação é uma parceria com a Stampa Food.

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