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Batel Grill: a churrascaria que elevou o patamar das casas de carne curitibanas

6 de setembro de 2018

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Conversamos com um dos sócios da Batel Grill, precursores do movimento À Vontade, Mas Com Qualidade

O desejo de comer com fartura existe desde sempre, segundo dados coletados por nós mesmos com nossos avós e bisavós. Por anos, isso significou simplesmente ir à churrascaria de chinela e se esbaldar de carne – o que, cá entre nós, continua sendo incrível. Mas há mais ou menos duas décadas, a arte de servir o churrasco virou coisa fina e, vez ou outra, tudo que a gente quer é uma oportunidade para tirar a roupa-de-domingo do armário e, além de comer carnes com cortes nobres, por que não combinar massas italianas de grano duro e frutos do mar?

[Alerta revelação] Sabe por que surge essa vontade? Porque a Batel Grill acostumou a gente muito mal – ou bem. Há 17 anos, a churrascaria vem mostrando que “comer à vontade” e “comer com qualidade” são duas frases que rimam (avá), mas que NÃO SÓ PODEM, COMO DEVEM ser utilizadas juntas para descrever um lugar. Por essas e outras, conversamos com Cristiano Mocellin, um dos sócios da Batel Grill, responsável e precursor do movimento À Vontade, Mas Com Qualidade.

De quebra, ele ainda passou a receita exclusiva do conchiglione de figo ao molho funghi.

A Batel Grill é referência em churrascaria no Brasil. Conta pra gente como tudo começou.

Somos de uma família de descendentes italianos da região de Nova Bréscia, uma pequena cidade gaúcha distante 162 km de Porto Alegre. Por influência da primeira geração de alguns sócios da empresa (hoje já está na terceira geração), Albino Ongaratto, que foi o inventor do “espeto corrido”, acabou formando uma cultura profissional e empreendedora que difundiu o conceito de churrascaria para o mundo todo. Imerso nessa tradição desde muito cedo, primeiramente no antigo Churrascão Alto da Glória (na época em anexo ao campo do Coritiba) e depois no Restaurante Frangão também em Curitiba, aprendi com meu pai, Jatir Mocellin, os segredos da atividade churrasqueira, que me deram os fundamentos e o expertise necessários para aprimorar métodos e conceitos e investir no meu próprio projeto.

Por que optaram por abrir uma churrascaria que também servisse massas e frutos do mar?

A Batel Grill é um projeto que foi amadurecendo ao longo dos anos. Queríamos criar um negócio um pouco mais ousado, mais sofisticado, com um novo modelo de serviço e um cardápio que não se limitasse ao universo da carne, sem abrir mão da originalidade do espeto corrido, modalidade que acabou se tornando uma unanimidade nacional e um ícone da gastronomia brasileira em todo o mundo.

Com o boom de rodízios de carnes servindo também outros pratos, a concorrência cresceu. Como a Batel Grill consegue manter um público fiel tão grande?

Acredito que são alguns fatores que fazem com que a Batel Grill esteja regularmente na mente e no coração dos curitibanos: a inegociável qualidade das matérias-primas e ingredientes; uma política muito rigorosa de higiene e segurança alimentar; e pela forma comprometida como conduzimos o negócio, com uma equipe que nos acompanha há muitos anos e que nos permite entregar um cardápio bastante diversificado e sempre muito fresco. Independente do horário que o cliente chega ao restaurante a qualidade é sempre a mesma.

Queríamos criar um negócio um pouco mais ousado, mais sofisticado, com um novo modelo de serviço e um cardápio que não se limitasse ao universo da carne, sem abrir mão da originalidade do espeto corrido

Como foi possível fazer com que as massas servidas tivessem o mesmo alto padrão que as carnes?

Desde que idealizamos a Batel Grill, não queríamos apenas servir um rodízio de massas. Queríamos a melhor massa! Na busca e seleção de parceiros que pudessem nos atender, encontramos a Paganini, com quem estabelecemos uma importante e agradável parceria, que já dura praticamente 17 anos. São massas como penne, conchiglione e talharins e molhos de acompanhamento para saladas, azeites e acetos balsâmicos insubstituíveis nas receitas que são maravilhosos e que têm garantido a qualidade, textura e o frescor que exigimos em nossos pratos. O profissionalismo e a capacidade de entrega sempre pontual da Paganini têm sido outros fatores determinantes no sucesso dessa parceria.

A Paganini é trazida por uma importadora paranaense, a Porto a Porto. Você acredita que isso tem contribuído para o desenvolvimento do business da gastronomia no Paraná como um todo?

Sem dúvida. O papel da Paganini no desenvolvimento e reconhecimento da gastronomia paranaense tem sido fundamental. Temos em Curitiba um centro gastronômico riquíssimo com muita influência da cozinha italiana e muito bem avaliada e a Paganini tem, seguramente, muitos méritos nessas conquistas.

Em algum momento acharam que teriam que desistir? Se sim, como vocês superaram?

Diversas vezes. Empreender no Brasil é uma tarefa dificílima. E o nosso ramo, particularmente, é um dos primeiros a sentir os altos e baixos da economia, especialmente quando se tem esse compromisso todo com a qualidade, uma equipe de mais de 100 profissionais e onde praticamente 70% são itens importados. Temos investido sistematicamente na modernização dos equipamentos e instalações, na melhoria e aperfeiçoamento dos processos internos, na comunicação, ouvindo os clientes, estimulando e aproximando o relacionamento com o nosso público no cenário digital, na comunicação e gestão da marca Batel Grill e estabelecendo parcerias estratégicas de co-branding, especialmente no segmento cultural.

Qual a importância de uma churrascaria deste porte investir em programas de redução de impacto ambiental?

Todos nós precisamos estar comprometidos com a saúde do nosso planeta. Já não é mais uma opção, mas uma obrigação. Cada centavo que deixamos de investir hoje na preservação do meio ambiente será requerido de nós e das próximas gerações de maneira avassaladora. Na Batel Grill, investimos no Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos com vistas a reduzir os resíduos orgânicos e o encaminhamento adequado dos recicláveis. Além disso, temos um sistema de tratamento de fumaça, fuligem e gordura, evitando a contaminação do ar.

Receita de conchiglione de figo ao molho funghi Batel Grill – Chef Marta Correa

Molho ao funghi:

  • 1 kg de nata fresca
  • 1 colher de sobremesa de manteiga sem sal
  • 200 g de funghi secchi
  • 1 cebola branca pequena cortada em corte ½ lua – fatiada bem fina
  • 1 dente de alho fresco bem moído
  • 1 colher rasa de trigo
  • 50 ml de vinho tinto seco
  • 50 ml de molho inglês
  • 1 colher de glutamato monossódico
  • 1 pitada de sal ou à gosto

Modo de preparo:
Derreta a manteiga e doure o alho e a cebola. Após dourar, colocar o funghi secchi já lavado e umedecido (conforme explicação de regeneração abaixo), acrescente o trigo para dourar bem e depois acrescente o vinho e o molho inglês. Apenas por último acrescente a nata e os temperos.

Método de regeneração do funghi: 
Lavar bem o funghi em água corrente. Após, cortar em pedaços pequenos e imergir em água morna deixar por aproximadamente 10 minutos.

Recheio de figo seco:
Dois pacotes de figo seco chileno, ½ ricota fresca, 100g de queijo provolone e folhas de manjericão fresco à gosto; moer todos os itens para misturá-los de forma homogênea; Recheie a massa conchiglione da Paganini já pré cozida; para servir, aqueça os conchigliones em um micro-ondas, ou forno combinado se tiver acesso; depois, monte-os em uma travessa pré aquecida e acrescente o molho funghi bem aquecido sobre a massa; coloque a mesma no forno alto para gratinar rapidamente (em média 5 minutos) e sirva bem quente com ou sem parmesão.

Esta publicação é uma parceria com a Paganini.

 

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