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Cadê os turistas?

13 de abril de 2016

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Expectativa versus realidade

Certamente você acumula algumas frustrações ao longo da sua vida. A comida que não valia o preço que você pagou, o hotel que não condizia com as avaliações feitas no site, aquela balada que você preferia ter trocado por uma madrugada no Netflix. Acontece, são as regras do jogo. Na vida pessoal é assim, na vida empresarial também. Enquanto, para nós, há sempre a cadeira de um terapeuta para ouvir as lamúrias cotidianas, na vida empresarial ou você arca com os prejuízos ou aprende de uma vez por todas a importância de se planejar estrategicamente. Querem ver? Copa do Mundo FIFA 2014. Ah não, dirão alguns, vocês vão querer analisar os erros da Seleção Brasileira e jogar na cara a eficiência dos alemães? Não, gente, supera, get over it. O assunto aqui é turistas, acompanhem.

Segundo publicação do Governo do Paraná lançada no período pré-Copa, Curitiba esperava receber 160 mil visitantes estrangeiros e 600 mil brasileiros durante o evento. Essa era a expectativa, mas a realidade foi bem diferente. De acordo com levantamento do Instituto Municipal de Turismo, vieram para a cidade 95 mil estrangeiros e um total de 214,5 mil turistas. Azar no sorteio dos jogos? Demora na finalização da obra principal da cidade e o risco da não confirmação do evento aqui? Fiasco da seleção espanhola? Os motivos podem ter sido muitos, mas o fato é que no fim das contas os números não bateram. Como turismo e gastronomia andam de mãos dadas, a Tutano foi conversar com os representantes de diversas entidades do setor em Curitiba, além dos órgãos de governo municipal e estadual, para entender um pouco o que aconteceu, o que faltou acontecer e, principalmente, qual o caminho a seguir a partir de agora.

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Sobre a Copa em Curitiba? Foi boa, ouvimos quase que em uníssono. Pode não ter sido excelente, mas também não foi ruim – essa parece ser a impressão geral. Tudo é uma questão de ponto de vista, na opinião de Marcelo Woellner Pereira, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “Eu acho que foi muito boa por mostrar Curitiba ao mundo, porque a cidade nunca foi do roteiro turístico internacional, e os estrangeiros saíram muito bem impressionados. Por outro lado, nosso setor tinha expectativa alta, preparamos muito bem o nosso parque gastronômico, com ampliações, reformas, qualificação e capacitação das pessoas que trabalham nesse setor.” Mas o resultado financeiro não foi dos melhores, comenta Marcelo.

Claro, independentemente de onde se hospedassem ou mesmo o que fizessem na cidade, os turistas inevitavelmente teriam que comer. Esse era o pensamento. Porém, constatou-se depois que o perfil do turista da Copa era um pouco diferente. “Ele parece ter preferido aproveitar as festas e bares aos restaurantes da cidade”, acredita Marcelo. Na outra ponta, a surpresa foi justamente o setor de hotelaria. É o que conta Henrique Lenz Cesar, da Associação Brasileira da indústria de Hotéis (ABIH). A taxa de ocupação da rede hoteleira local chegou a 68% nos dias de jogo, segundo relatório da entidade, sendo que a média do período normalmente é de 30 a 40%. “Nós tivemos um movimento muito grande, até acima da expectativa, mas conseguimos atender bem a todos que vieram aqui. Tivemos uma pressão muito grande quando Curitiba foi eleita cidade-sede, principalmente da imprensa, dizendo que a hotelaria de Curitiba não iria suportar o evento. E nós demos um show. Tive retornos muito positivos dos hóspedes”, analisa Henrique.

É inquestionável que um evento desse porte tenha trazido uma projeção internacional sem precedentes para a cidade. Os investimentos realizados também não foram perdidos. “Tudo o que foi feito na cidade, nos estabelecimentos, nós de alguma maneira fomos beneficiados, porque demos um passo à frente. Se não houvesse um evento com essa proporção, talvez isso não acontecesse tão cedo”, avalia Marcelo. Na comparação com outras cidades que sediaram o evento, vale mencionar, a capital paranaense foi a que teve mais projetos concluídos. Só a Prefeitura de Curitiba investiu R$ 343,3 milhões e entregou cinco das seis obras de mobilidade urbana previstas no PAC da Copa. Mas e agora? Chegou a parte da pergunta que não quer calar: passado o Mundial da FIFA, cadê os turistas? A cidade cresceu como destino turístico? Ou cairá no esquecimento, junto com a vergonha brasileira pelos 7 a 0 tomados da Alemanha?

A concorrência não é fraca

Ainda que esteja geograficamente muito próxima aos quatro destinos turísticos mais procurados por estrangeiros no Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Florianópolis, nesta ordem, segundo dados do Ministério do Turismo (2011), Curitiba se mantém na oitava posição deste ranking. Ou seja, os gringos vão de Sampa para Foz sem nem dar um alô por aqui. No turismo doméstico, o cenário não é muito diferente: São Paulo e Rio na frente, Curitiba no oitavo lugar. Vejamos, então: praias, paisagens deslumbrantes, atrativos naturais, programação cultural intensa, modernos centros de convenções, rede hoteleira variada. É, a concorrência não é fraca. Estaria Curitiba preparada para ganhar uma briga com esses vizinhos tão atraentes? Para os representantes do trade turístico é certo que sim, o que falta é a cidade aprender a se vender e explorar melhor o que tem de bom. Cidade modelo? Cidade ecológica? Todos esses rótulos estão ultrapassados e não condizem com a visão do atual trade turístico da cidade. Somos, na opinião dos empresários, um destino turístico de negócios e eventos.

De acordo com levantamento do Curitiba, Região e Litoral Convention & Visitors Bureau (CCVB), dos quase quatro milhões de turistas que vêm a Curitiba anualmente, 55% têm propósito profissional. Só no ano passado foram 21 eventos de grande porte na cidade, gerando quase 1,5 milhão de pernoites na rede hoteleira local. Mas se é verdade que há um entendimento geral quanto a essa vocação, existe também um consenso de que temos um longo caminho a percorrer. Ainda que a capital esteja entre os 10 destinos mais procurados no Brasil para esse tipo de turismo, segundo estudo da Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA), mais da metade dos eventos que aconteceram em todo o país em 2013 concentrou-se na Região Sudeste. São Paulo e Rio de Janeiro na frente, como se poderia imaginar. Se antes a briga era entre 22 cidades brasileiras, hoje são 54 disputando espaço nesse mercado pra lá de promissor, revela o mesmo estudo do ICCA. Com o que concorremos nesse caso? Equipamentos e centros de convenções, rede hoteleira, serviços turísticos, serviços de apoio, parque gastronômico, infraestrutura básica e, de quebra, atrativos turísticos também – afinal, cidadão vai trabalhar, mas também pode querer aproveitar a cidade. Tudo isso compõe a oferta turística do destino e, para brigar neste segmento, explica Dario Luiz Dias Paixão, presidente do CCVB, é preciso que seja uma oferta completa e de qualidade. Em Curitiba, avalia Dario, estamos muito bem de serviços, mas podemos – e precisamos – ficar bem mais competitivos se quisermos concorrer com os grandes.

Vamos falar de negócios

O turismo de negócios e eventos é atualmente o que mais cresce no cenário nacional. Em 2012, aumentou em 23,3% seu faturamento, de acordo com Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet), realizada pela Fundação Getulio Vargas. Leve em conta também que o turista de negócios é o que mais desembolsa. O gasto médio diário de um visitante desse segmento é quase duas vezes maior que o de um turista de lazer. Não é difícil imaginar o porquê. Então a conta está fácil: potencial da cidade mais retorno para economia local igual a motivos de sobra para investir pesado no segmento. Quem vai querer ficar de fora?

“Nós temos falado muito entre os empresários da gastronomia e do trade turístico que qualquer evento que Curitiba traga ou recepcione movimenta toda a cadeia produtiva do turismo, principalmente os restaurantes. Nesse sentido, todos os investimentos realizados poderão trazer bons frutos”, avalia Marcelo Pereira, da Abrasel.

Eis aqui a encruzilhada do setor. Manja o dilema “quem veio primeiro, o ovo ou a galinha’’? A questão é: empresários investem para atrair demanda ou espera-se a demanda para investir? Dario Paixão compara o setor ao comércio exterior para explicar o posicionamento dos empresários. “São áreas muito parecidas. Não adianta o governo pensar assim: essa é uma área de negócios, então que invistam os empresários. Daí não faz estrada, não faz ferrovia, não faz porto, nem aeroporto. Acaba que o setor não cresce. No turismo é a mesma coisa. A gente precisa de acessos, marketing, capacitar mão de obra”, avalia.

É bastante claro entre os representantes do trade o consenso de que falta uma visão estratégica. “Precisamos de mais atitude do governo para essa área. Estamos jogados para a segunda divisão”, reclama o presidente da ABIH, Henrique Cesar. O setor hoteleiro tem passado por momentos difíceis, ele conta, com uma taxa de ocupação muito baixa ao longo do ano. “Curitiba é a única capital do país que se dá ao luxo de ter 5 hotéis montados e totalmente fechados. Estão fechados, quebraram. O que podemos fazer? Manter os nossos hotéis bem preparados. Mas nós precisamos sim do apoio do governo”, analisa

A parte prática da questão

Reconhecer o turismo como setor de desenvolvimento econômico é, na avaliação dos empresários, o mais importante passo a partir de agora. Atualmente, o Estado possui mais de 19 mil empresas consideradas turísticas que geram 136.475 empregos diretos; ainda assim, não há mais na esfera estadual um órgão oficial de turismo, com autonomia, abrangência e, principalmente, orçamento para lidar e decidir sobre as questões do setor, reclamam.

De acordo com Juliana Vellozo Vosnika, presidente da Paraná Turismo, a atuação do Governo do Estado no turismo vem sendo feita pela Secretaria de Esporte e Turismo e pela Paraná Turismo, que deram continuidade aos projetos desenvolvidos. Mas esse ponto ainda é tão crítico que figura como primeiro item da pauta de reivindicações da Câmara Empresarial de Turismo do Sistema Fecomércio Sesc Senac do Paraná (que abriga todas as entidades do trade), entregue aos candidatos ao governo do Estado no período das eleições. Atrelada a essa questão, segue uma lista de outras necessidades em que os empresários pedem o apoio e o empenho dos governos

“Nós precisamos de duas coisas de imediato: profissionais técnicos nos órgãos públicos posicionados em cargos de liderança; mas também precisamos que nossa economia melhore. Não adianta termos os melhores profissionais alocados na secretaria, se a economia vai mal e o governo não tem orçamento para destinar aos projetos”, avalia Dario Paixão. Uma das principais consequências dessa falta de visão e reconhecimento do segmento que tem afetado diretamente o desempenho da cidade no setor é a fraca promoção e divulgação nas feiras e encontros da área. “Hoje a disputa entre as cidades é muito acirrada, não só no cenário nacional, mas também internacional. Temos que ter alguma política diferenciada que nos dê condição de trabalhar melhor a competitividade de Curitiba”, diz Tatiana Turra, que atua ao lado de Dario no CCVB.

Pode até ser a passos lentos, mas ao que parece essa conversa com os governos tem acontecido e gerado resultados. Ao menos é o que registra Juliana Vosnika, da Paraná Turismo. Um exemplo de mobilização do Governo Estadual é o Projeto Paraná MICE (Meetings, Incentives, Congresses & Exhibitions), criado em parceria com o SEBRAE, Federação dos Conventios & Visitors Bureaux e Fecomércio para consolidar o Paraná como um destino competitivo no segmento de negócios e eventos. Na esfera municipal, a abertura do Conselho Municipal de Turismo para as entidades do trade e da gastronomia também foi apontada como boa iniciativa para uma conversa entre governo e empresários. O Instituto Municipal de Turismo diz que tem trabalhado para priorizar todas as formas de promoção da cidade. O projeto inclui a participação em feiras nacionais e internacionais, o lançamento de novos roteiros turísticos com novas rotas gastronômicas e a consolidação de Curitiba como Capital do Inverno e do Natal, entre outras ações.

À frente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação do Paraná (SEHA), Jacob Mehl conta que tem se mobilizado para unir esforços, em paralelo a esses caminhos. Iniciativas isoladas são menos produtivas, ele acredita. Como exemplo, cita o caso da gastronomia local. Não há atualmente um calendário único de eventos; muitas feiras e eventos acabam ocorrendo simultaneamente, enquanto em outros momentos nada acontece.

“O governo depende fundamentalmente dos empresários, não tenho dúvida disso. Nós temos que ter a iniciativa de ajudar o governo também. Vamos fazer com que todos remem na mesma direção. A expectativa desse trabalho é muito grande, então a esperança é começar a trazer para Curitiba atrações que possam melhorar a ocupação dos hotéis, restaurantes, bares e tudo mais”, conta Jacob.

Bem, se é verdade que – nos perdoem pelo clichê – a união faz a força, a grande lição que a Copa do Mundo parece ter deixado aos empresários é que, sem planejamento e mobilização, ficam todos patinando. O jeito é embarcar no trem desse “legado” do Mundial, seja ele qual for, porque andar para trás é que não dá mais.

No olho do furacão

Juliana Luchessi é sócia-diretora da Gold Arrow, empresa que trabalha com convenções, congressos e viagens de incentivo. No ano de 2013, a sua equipe realizou mais de 100 eventos corporativos de grande, médio e pequeno porte, porém, apenas 20 foram em Curitiba. O depoimento de Juliana traz um olhar importante de quem está ali, no meio do furacão.

“Investimento no turismo de negócios atrai também para o turismo de lazer. Por isso, todas as cidades estão acordando para o turismo de negócios, afinal, dá movimento o ano todo. Quanto a Curitiba, a estrutura da cidade ainda é muito precária, principalmente quando se compara a outras cidades do Brasil. Temos estrutura para eventos de 1.100 pessoas, no máximo. Mais do que isso, nem consideramos. Fizemos um evento recentemente para mil pessoas e tivemos que alocar os visitantes em sete hotéis diferentes. Não há homogeneidade nos hotéis. Em outras cidades, é possível fechar um hotel para um evento, mas aqui não.

A logística também tem sido complicada. Existem poucas empresas boas de transporte atuando, muitas delas acabam deslocando seus melhores equipamentos para o transporte de funcionários no dia a dia de indústrias. Por fim, outro ponto crítico são as atrações de Curitiba. A cidade não se renova, não tem inovação. Apenas o setor de restaurantes, que evoluiu muito; mas nos atrativos a cidade deixa a desejar. No caso dos grupos de visitantes que vêm a primeira vez para cá, por exemplo, temos atrativos para mostrar; mas quando já vieram antes, não tem o que fazer.”

Raio-x do turismo de negócios e eventos

  • O Brasil está em 7º lugar entre os países que mais realizam eventos internacionais.
  • 25,6% dos turistas internacionais vêm ao país com essa finalidade.
  • O gasto médio diário é de 127 dólares, quase duas vezes maior que o turista de lazer.
  • A indústria de eventos movimentou 209,2 bilhões de reais no Brasil em 2013, o que equivale a 4,32% do PIB nacional.
  • Mais da metade dos 590 mil eventos realizados no Brasil em 2013 foram nos estados da Região Sudeste.
  • No Paraná, o segmento responde por 43% dos 13,5 milhões de visitantes recebidos anualmente.
Fonte: Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA), Embratur e Paraná Turismo.

Tá na boca do trade!

Conheça algumas das principais reivindicações do setor

Centro de Convenções

Em 2012, Fortaleza ganhou um centro de convenções com capacidade para receber 48 eventos simultâneos e abrigar até 30 mil pessoas em um único evento. Um verdadeiro bicho-papão na concorrência dentre os destinos nacionais. O custo da obra foi de R$ 486,51 milhões. De acordo com o Instituto Municipal de Turismo de Curitiba, já existe uma verba liberada para a construção de um novo centro de convenções e feiras na cidade. O valor? R$ 50 milhões.

“Nós temos um auditório maravilhoso, provavelmente um dos melhores do Brasil, ali na Rua Barão do Rio Branco, mas um centro de convenções não sobrevive sem uma área de exposições. É uma deficiência gravíssima em Curitiba”, avalia Jacob Mehl (SEHA).

“Antigamente tínhamos três grandes centros de convenções: Estação Convention, que fechou; Expotrade, em Pinhais, que está parado no tempo, e o Expo Unimed da Universidade Positivo. Este foi o único que sobrou, mas como está sozinho no mercado, não tem data e cobra caro. Com um novo centro, terá concorrência, preço mais acessível, estrutura melhor, voltado para a cidade”, opina Henrique Lenz Cesar (ABIH).

“Para nós, um novo centro de convenções é mais um equipamento que soma, não é prioritário. Prioritário é fazer marketing da cidade. A gente tem que aumentar primeiro a nossa demanda. Primeiro a gente precisa pensar em preencher a nossa estrutura, para depois pensar em mais estrutura”, avalia Dario Luiz Paixão (CCVB).

Infraestrutura

“Curitiba tem soluções que foram criadas lá atrás e que hoje não estão dando mais suporte. Aquela história da falta de orçamento, da falta de prioridades, ou da falta de visão de planejamento estratégico, como médio e longo prazo”, critica Marcelo Wollner Pereira (Abrasel).

“Não temos ainda um aeroporto condizente com a cidade, nem um sistema de transporte que possa agradar turistas, como o metrô. Falta também no Estado um porto que possa receber navio de passageiros. No Porto de Paranaguá, não temos um ancoradouro para descer um navio de turistas. Ele desce no meio da soja, da sujeira, isso é inadmissível”, aponta Jacob Mehl (SEHA).

Desburocratização

Muitas das outras reivindicações do setor parecem apontar para um problema macro na relação governo e iniciativa privada. Falta parceria, sobra burocracia. Turista que chega aqui e leva multa no carro em frente ao hotel, sem receber orientação. Ônibus com visitantes de evento corporativo sendo abordado por ficais no trajeto, mesmo estando dentro de todos os requisitos.

“Depois daquele episódio na boate de Santa Maria, viramos todos bandidos, os donos de casas noturnas principalmente. Daí veio aqui a Ação de Fiscalização Integrada, a AIFU. É uma coisa necessária. Só acho que não tem que entrar da maneira que entra. Pessoas armadas durante um evento. Nosso comércio tem que ser cumpridor das leis. Mas temos que, principalmente, dar segurança aos nossos clientes”, critica Jacob Mehl (SEHA).

“O que nós questionamos é o seguinte: vocês tiveram a competência de fazer uma ação integrada de fiscalização, mas não tiveram a competência de fazer uma ação integrada de emissão desses documentos. O mal que a gente sofre é esse. Quando eu consigo a liberação do bombeiro, por exemplo, eu fio aguardando a liberação da Vigilância Sanitária; quando eu consigo a da Vigilância, venceu a minha do bombeiro. Então a gente fica num ciclo e não consegue sair”, avalia Marcelo Wollner Pereira (Abrasel).

“A Secretaria Municipal do Urbanismo apresentou para entidades representativas do setor algumas propostas para diminuir o tempo de análise de consultas comerciais. Elaboramos quatro propostas emergenciais para acelerar o processo. Adotamos medidas emergenciais de esforço concentrado, em parceria com os núcleos de Urbanismo das administrações regionais, o que permitiu que o número de processos acumulados caísse pela metade”, informa o secretário municipal do Urbanismo, Reginaldo Cordeiro, por meio da assessoria do IMT.

Fora do Centro

Entenda por que os empresários do setor fazem questão de um centro de convenções com cacife para entrar na briga com outras capitais na disputa por grandes eventos

Centro de Eventos do Ceará

Área total: 170.000 mil m²
Área construída: 152.694 m²
Área disponível para feiras e exposições: 76.000 m² 2 mezaninos / estacionamento para 3.200 veículos 44 espaços adaptáveis e 18 salas em cada mezanino.
Capacidade para abrigar até 30 mil pessoas em um único evento.

Centro de Convenções da Bahia

Área total: 153.000 m²
Área construída: 57.000 m2
Área disponível para feiras e exposições: 24.800 m2
4 andares / estacionamento para 1.300 veículos
17 auditórios (capacidade entre 60 e 2.000 lugares) e 22 salas de apoio (capacidade entre 30 e 120 lugares)

Centro de Convenções de Natal

Área total: 68.805 m²
Área construída: 12.739 m²
Área disponível para feiras e exposições: 2 pavilhões totalizando 8.650 m²
3 blocos / estacionamento para 5.000 veículos (6.997 m²)
2 auditórios (capacidade para 800 e 120 pessoas); 9 salas de apoio, 3 salões e anfiteatro.

Centrosul – Centro de Convenções de Florianópolis

Área total: 16.560 m² área disponível para feiras e exposições: 7.200m²
2 pavimentos / estacionamento para 1.200 veículos
2 salões de exposição (capacidade para até 13.000 pessoas) e 15 salas multifuncionais (capacidade para até 3.500 pessoas)

Centro de Convenções de Curitiba

Área total: 8.426 m²
Área disponível para feiras e exposições: 3 áreas de exposição somando 1.550 m²
5 pisos / estacionamento terceirizado
1 auditório (capacidade para 1.300 pessoas), 1 salão (capacidade para 250 pessoas) e 14 salas de apoio (capacidade entre 20 e 90 lugares)

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