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Cave Colinas de Pedra

1 de agosto de 2017

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Passeio, degustação e uma aula sobre vinhos espumantes

A Cave Colinas de Pedra, em Piraquara abrange uma extensa área verde, tem construções do século XVIII, cheiro de comida vindo da cozinha e uma família que nos acolheu como se a casa fosse nossa. Rafaelle, administrador da Cave Colina de Pedras, filho da Rosi e do Ari Portugal, nos recebeu com cestas de pão de queijo recém saído do forno pra contar a história da Cave Colina de Pedras e como a família foi parar ali. Em janeiro de 2000 compraram a área de 45 hectares aos fundos da Estação Ferroviária de Roça Nova, com o objetivo de construir um hotel. Um ano depois, o seu Ari foi para um leilão público comprar o túnel ferroviário desativado que estava a 140 metros da estação. “Você é louco, Ari, vai fazer o quê com um túnel?” Nem ele sabia o que fazer como o túnel, mas era dono de um.

A família deixou o tempo passar. Até que, numa visita ao túnel, o seu Ari encontrou um visitante e, de uma distância de 6 metros, começaram um diálogo mais ou menos assim. “O senhor que é dono desse túnel?” “Sim”. “Esse túnel vale ouro. Na França cavam túneis como este pra maturar vinho, a temperatura é ideal para isso”. O seu Ari, que não sabe até hoje se essa conversa realmente aconteceu, se foi sonho ou se foi delírio, descobriu então o que fazer com o tal do túnel. Viajou pela Europa, pesquisou e se especializou em vinhos e caves.

Ele voltou ao Brasil e colocou em prática tudo o que aprendeu. Por dois anos deixou o túnel da Cave fechado e acompanhou uma série de testes diários de temperatura e umidade, além de fazer contatos e pesquisas com profissionais do ramo. Passado esse período, constataram que a temperatura da Cave variava 1°C ao longo de todo o ano (16°C no inverno e, no máximo 17°C, no verão). Condições perfeitas para a maturação de vinhos espumantes. Foi então que deixaram de lado o projeto do hotel e deram início ao projeto de maturação e processos finais do vinho espumante no interior do túnel.

O passeio na Cave

Depois de ouvir a história do túnel,  seu Ari, todo orgulhoso, nos convidou para conhecer a Cave, que tem 429 metros de extenção, com 5 metros de altura, 3,5 metros de largura e capacidade para armazenar até 50.000 garrafas (há também uma cave reserva, podendo elevar esse número a 500.000 garrafas). Durante o passeio, ele explicou que, além de fazer a guarda e maturação das garrafas, ali também são feitos processos finais do vinho espumante, pelo método de elaboração Champenoise, que compreende a rèmuage, dégorgement, adição do licor de expedição, rolha, gaiola e rotulagem. A elaboração do espumante quem faz é a vinícola brasileira CaveGeisse, do chileno Mário Geisse, em Pinto Bandeira (RS). Ainda na Cave, ele nos deu uma aula sobre vinho espumante. Pra encerrar, fizemos uma limpeza das papilas gustativas e provamos os espumantes da Cave Colinas de Pedra, Tunnel Nature e o Tunnel Brut Rosé. Aprovados!

O almoço

Depois do passeio, voltamos à estação pra aplacar a fome no restaurante comandado pela Rosi Portugal. Ela e a equipe prepararam um barreado e uma moqueca de camarão deliciosos, pratos fixos no cardápio. Além disso, saladas, batata gratinada, sobremesas e queijos pra comer até dizer chega. Depois de dizer chega às tentações, foi hora de esticar as pernas no gramado e degustar mais uma vez o Tunnel. Se vamos voltar? Claro que sim! E esperamos que o projeto do hotel saia do papel muito em breve, assim vamos poder passar mais tempo ouvindo as histórias dessa família encantadora.

Serviço:

R$180 por pessoa para almoço com degustação do espumante no túnel.
Sábados, domingos e feriados opção da Mesa Gourmet no almoço.
De quarta-feira a domingo, das 10h às 17h.
Reservas de quarta a sexta-feira (mínimo 25 pessoas) e fins de semana (sob consulta) através do e-mail contato@cavecolinasdepedra.com.br

Rua Antonio Brudeck, na antiga Estação Ferroviária de Roça Nova – Piraquara

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Artigo de: Revista Tutano

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