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Chefs globais

2 de maio de 2016

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Conheça os chefs que se tornaram celebridades, transformaram seus nomes em marcas e movimentam bilhões de dólares mundo afora

Foi-se o tempo em que um grande chef se contentava em ganhar estrelas Michelin. Hoje em dia, o universo da gastronomia de assinatura é uma indústria que movimenta bilhões de dólares e emprega centenas de milhares de pessoas mundo afora. Os mestres dos fogões souberam aproveitar a febre por celebridades e marcas para conquistar televisões, livrarias, supermercados, além de seu estômago (e bolso).

Um dos maiores chef-businessmen do mundo é Wolfgang Puck, austríaco que vive na Califórnia desde os 24 anos. Ao contrário de outro austríaco que vive na Califórnia, que brincou de ser governador e Robocop, Puck conquistou um império gastronômico que inclui restaurantes, bares, catering para eventos, livros, programas de TV, filmes, alimentos industrializados, panelas e até mesmo eletrodomésticos.

Mario Batali, americano, é outro multi-chef que conta com 560 mil fãs no Facebook e 12 restaurantes só em Nova York. Seus outros estabelecimentos estão espalhados pelos EUA e Cingapura. O nome Batali está presente em potes de molho de tomate, garrafas de vinho e moedores de pimenta. Um de seus grandes sucessos foi a abertura do supermercado de iguarias italianas Eataly, no coração de Nova York. Fora isso, gravou um programa de TV com a atriz Gwyneth Paltrow chamado de Spain On The Road Again, em que se aventuram pelas cozinhas e cidades mais saborosas da Espanha.

E a França? Bem, o berço da haute cuisine exporta mais chefs do que o Brasil jogadores de futebol. Alain Ducasse, Joël Robuchon, Paul Bocuse, os Troisgros, Jean-Georges Vongerichten, Pierre Gagnaire e Daniel Boulud são alguns dos franceses com negócios em Paris, Nova York, Londres, Rio, Dubai e Xangai. Mas, da mesma forma que impérios do século 19 brigavam por território, chefs de outras nacionalidades quebraram a hegemonia gálica para abrir entrepostos de alta gastronomia nas Américas, África e Ásia.

O japonês Nobu Matsuhisa, com sua fusão nipo-peruana, conta com mais de 30 restaurantes mundo afora. Gordon Ramsay, escocês, ficou famoso com o programa de TV Hell’s Kitchen e tem restaurantes, bares e hotéis em um punhado de países. Gastón Acurio, peruano, espalhou seus Astrid y Gastón, Tanta e Cebicheria La Mar pela América Latina, EUA e Espanha. Poderíamos ainda falar de Ferran Adrià, Adam Aamann e Jamie Oliver. A fórmula de sucesso hoje em dia é abrir um bom restaurante, escrever um lindo livro de receitas, juntar-se a um fundo de investimentos e conquistar o mundo, muitas vezes com franquias.

É interessante notar que, com tantos restaurantes e linhas de negócios, em vários países, estes chefs cozinham cada vez menos. Eles estão muito mais presentes em eventos promocionais e inaugurações do que manejando panelas no comando das brigadas de cozinha. Sim, são eles que concebem os cardápios e treinam o pessoal-chave, mas é só. O resto passou a ser delegado a uma cadeia de comando militarmente organizada, do chef executivo ao descascador de batatas. Vai da personalidade de cada chef liberar mais ou menos do processo criativo para sua equipe.

Todos garantem que a qualidade em todos os estabelecimentos é mantida no mais alto nível, assim como o McDonald’s serve o mesmo Big Mac em Shibuya e Uberlândia. Os chefs fazem inspeções periódicas em cada uma das cozinhas, para ver se está tudo dentro dos conformes. Quem quiser degustar um prato executado pelo próprio Boulud, Ducasse ou Acurio vai ter que ter sorte. Mas o que realmente importa é a concepção do cardápio, da receita de cada prato, da escolha dos melhores ingredientes e de fazer com que a linha de produção funcione à perfeição. Disso nenhum dos grandes chefs abre mão. Talvez esteja aí o segredo do sucesso.

Chef, nacionalidade, um de seus restaurantes

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