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Acrótona por Elaine Minhoca

12 de maio de 2016

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Nossa colunista fala das percepções do restaurante Acrótona e , claro, dá receita!

Se o restaurante Baviera tivesse um filho com A Pamphylia, seria o Acrótona. Pelo menos era isso que eu pensava quando comecei a frequentar o estabelecimento, ainda nos anos 80. Eu ia com o meu primeiro namorado, minha irmã e com o dinheirinho da mesada, para comer a pizza quatro queijos – que, segundo a lenda, é a primeira de Curitiba. E, claro, as sopas. A gente ia sempre na eslava e na húngara (cuja única diferença é a tigela em que são servidas).

Décadas depois, voltei. Com o Vilmar, que trabalhou na casa antes de se tornar o atual proprietário, o Acrótona passou a ter o buffet de sopas (antes só eram servidas à la carte). São vários panelões e, por apenas R$ 19,50, dá pra se afogar na sopa. O pesadelo da Mafalda e a alegria do Obelix…

Aberto todas as noites, se você fica um tempo no balcão do Acrótona, dá pra ver quanta gente passa para levar pizza pra casa. Diz a Mari, irmã do Vilmar, que a pizza quatro queijos até hoje é a campeã de pedidos.

São famílias, gente sozinha, homens com pinta de executivo, enfim, de um tudo. Outra vista privilegiada é a da mesa 6: a traveca da esquina. E, gente, nem precisa ficar muito tempo ali de olho pra constatar que aquela história de que na Cruz Machado só para carrão para falar com as mocinhas da cidade é verdade!

De 1976 pra cá, mudou muita coisa na Cruz Machado, mas não no Acrótona. Ainda estão lá os barris de madeira, o quadro da gralha-azul desproporcional, os vinhos coloniais de jarra… Acho que só mudou a iluminação, mais clara. Não é mais aquele paraíso pra namoradinhos como era. Mesmo assim, depois de 38 anos, o Acrótona continua (como diz meu amigo Fabiano Dalla Bona) “good price, nice atmosphera”. Que venham mais 38!

Acrótona

Rua Cruz Machado, 408, Centro
(41) 3233-4690

Sopa eslava da Dona Joanita (minha genitora)

  • 1 kg de maminha em cubos
  • 1 kg de tomates pelados batidos no liquidificador
  • 3 dentes de alho
  • 2 cebolas grandes
  • 1 colher de sopa de páprica doce
  • 1 colher de chá de páprica picante
  • 400 ml de caldo de carne (nunca, jamais, em hipótese alguma de cubinho!)
  • 1 cálice de conhaque ou whisky
  • 3 batatas médias cortadas em cubinhos
  • 350 g de spaetzle feito na hora (ninguém disse que era fácil)
  • 100 ml de creme de mesa fresco

Para o spaetzle

  • 2 ovos
  • 4 colheres de sopa de farinha
  • 150 ml de leite
  • 1 colher de café de sal
  • 1 colher de café de fermento químico

Modo de preparo

Bata no liquidificador: os ovos, a farinha, o sal, o leite e o fermento. Com uma colher de chá e MUITA paciência, vá pingando os spaetzle na água fervente. Quando subir à superfície, retire com uma escumadeira. Separe e coloque na sopa só no fim!

A sopa

Numa panela grande, refogue o alho e a cebola picados em azeite de oliva, ponha a carne, doure, acrescente o whisky, as pápricas, o tomate batido e a batata. Depois de uns 30 minutos, ponha o caldo. Dê mais uns 20 minutos para os sabores se misturarem (aqui você tem que dar uma olhada na carne, se não tiver tempo de esperar ficar macia, taca na pressão). Por último, ponha o creme de mesa, corrija o sal e a pimenta e coloque os spaetzle.

Serve 6 húngaros esfomeados!

Elaine Minhoca de Lemos é produtora de eventos e cerimonialista, mas também é cozinheira e cronista diletante. Publicado originalmente no Blog Curitiba Baixa Gastronomia

Artigo de: Elaine Minhoca de Lemos

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