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Beto Madalosso conhece o Pizza

16 de maio de 2016

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Vem ver o que o Beto Madalosso conta sobre o Pizza, do São Francisco 

Chega ao fim mais uma noite de trabalho na Forneria Copacabana. São 1h45 da madrugada. Estou agitado, um pouco ansioso. Sem vontade de ir pra casa e certo de que não pegarei no sono tão cedo, resolvo dar uma banda no Baixo São Francisco. Uma galera vibrante e cheia de vida se aglomera entre ruas e calçadas. Aquilo ferve, pulsa! Parece protesto. Parece final de Copa do Mundo. Mas é rotina, é sempre assim, especialmente nas quintas, sextas e sábados. Sou, como sempre, atraído pelo movimento. Me parece um desperdício de vida não fazer parte do contexto. Quero ficar por ali e andar de bar em bar até o sol raiar. Estaciono minha moto na calçada, pego uma cerveja e sento no meio-fio. Fico a observar o movimento da multidão que se aglomera em cada esquina, num entra e sai dos botecos ou das baladas. Deixo o tempo passar. Tomo mais uma. Vejo, de longe, uns velhos amigos… Fico na minha, curtindo meu voyeurismo solitário. Sem saber nada da culinária local, entro na porta do luminoso que diz “Pizza”. Com 5 reais compro uma fatia perfeitamente saborosa e aproveito pra assistir todo o processo de preparo no forno de lastro do Lucas, o pizzaiolo proprietário. Tudo ali se encaixa. Os estilos, os muros grafitados, as músicas que vazam daqui e dali. O Baixo São Francisco tem alma. Tudo parece mágico, sobrenatural. Tomo mais uma, peço mais uma pizza, e faço um trato comigo mesmo: um dia ainda vou ter um boteco aqui, e ele vai se chamar Tutano.

Artigo de: Beto Madalosso

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COMENTÁRIOS
  • Fui conhecer e era carnaval... caí no samba. Tutano ali será um sucesso!