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Caruso 60 anos: o triunfo da massa folhada

13 de maio de 2016

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Minhoca entrou sem cerimônias no mundo das empadas para nos contar a saga do Caruso, um bom e velho conhecido de gente como a gente!

Atenção, azeitona com caroço! Quem é curitibano da gema (sob o risco de soar xenofóbica) sabe onde mora esse quadrinho. As empadas do Caruso completaram mais de seis décadas de existência. Com um histórico familiar de trabalho e luta digno de argumento de roteiro para minissérie de época da Globo, o Caruso está aí para provar que nem sempre as empresas familiares terminam mal. Em 1954, o jovem casal Enrico e Gladis Caruso abre a Mercearia Caruso, na Visconde do Rio Branco. No começo, a Mercearia vende de tudo. Nas prateleiras, produtos como salames fios, presuntos, queijos dos mais variados tipos, enlatados e embutidos. Em meio a essa infinidade de produtos, da cozinha começam a sair, sem muita pretensão, preciosidades culinárias. Sorvetes cremosos feitos com o mais puro leite e ingredientes naturais, apfelstrudell, sonhos feitos com nata batida na hora e, é claro, as empadas de massa folhada, desenvolvidas por Seu Nero Caruso, pai de Enrico e mago primordial dos quitutes e acepipes que até hoje, em 2014, fazem curitibanos mudarem de rota para dar aquela passadinha básica e pedir “3 de palmito e 3 de frango pra levar, uma Laranjinha da Serra e a especial deixa que eu como aqui no balcão mesmo, Guilherme…”

1957 - Apoiado no balcão da Mercearia, Enrico Caruso toma uma Coca-Cola

A trajetória do Seu Nero na gastronomia curitibana começa pelo menos 15 anos antes, ao mesmo tempo em que eclode a Segunda Guerra no Velho Continente. Ele começa como proprietário do lendário Barcarola, reduto boêmio do Juvevê. Depois disso, foi administrador do restaurante e bar do Cassino do Ahú e mais tarde abriu um estabelecimento na Praça Osório com o sugestivo nome de bar Ok. Quando o filho abriu a mercearia na Visconde, era natural que Seu Nero e Dona Ema viessem reforçar as trincheiras.

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Corta para os anos 80 (no caso de vender o argumento pra Globo…). Atendendo no balcão, a primogênita de Seu Nero e Dona Gladis, e beldade das empadas folhadas: Sylvana Caruso. Nesta época o desfie de políticos, artistas, intelectuais e lariquentos vespertinos já é forte no Caruso, com direito a Jaime Lerner de costeletas suíças, Rafael Greca magro e Requião de cabelo preto…

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Como o fruto não cai longe do pé e de cajueiro não nasce pera, Guilherme Caruso, terceira geração, desde os anos 2000 comanda com simpatia e olhos verdes o negócio familiar. O almoço executivo (de responsa) do Caruso já tem mais de 20 anos e este ano foi lançada a Calábria, por assim dizer, uma empada comemorativa de calabresa que remonta às origens familiares.

O Caruso conta com licenciamentos (ParkShoppingBarigüi, Shopping Palladium, Shopping Crystal, Carlos de Carvalho esquina com Ermelino de Leão e, lógico, a da Visconde do Rio Branco) e tem cuidadosos planos de expansão. Vida longa à empada especial de massa folhada com azeitona e caroço!

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Elaine Minhoca de Lemos é produtora de eventos e cerimonialista, mas também é cozinheira e cronista diletante. Colabora com o blog Curitiba Baixa Gastronomia.

 

Artigo de: Elaine Minhoca de Lemos

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