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Como escolher uma faca

24 de março de 2017

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Ronaldo Cruz dá dicas para acertar na escolha da faca

Uma das atividades que mais gosto é a Cutelaria, aproximadamente há quarenta anos, humildemente, me interesso pelo tema. Estudo, leio, participo de feiras, coleciono facas e ensino afiação. Talvez por esta razão me questionem qual a melhor faca para adquirir. Não sei se tenho toda essa competência, mas vamos lá. Caso você também já tenha se perguntado qual é a melhor opção, seguem algumas informações e dicas para te ajudar a escolher.

Mas lembre-se: a melhor faca é aquela que você pode adquirir e que possua qualidade comprovada, que efetivamente seja útil, mas principalmente, como se diz, “que represente sua personalidade”. Pois esta parceria ira durar por muito tempo.

Como escolher uma faca:

Para quê?

Primeiramente devemos saber para quê queremos a faca que será adquirida: para churrasco, camping, defesa, coleção ou trabalho cotidiano, entre outras. Dependendo da escolha abrem-se inúmeras possibilidades.

Quanto investir?

Na sequência, defini-se o valor a ser gasto, pois existem facas de boa qualidade no mercado a partir de R$ 30 até R$ 1.500 ou mais, dependendo dos materiais envolvidos na fabricação, do fabricante ou da nacionalidade. A dica é investir um valor que permita comprar uma peça de qualidade e que não desperte um sentimento de “pena” de usar. Pois o uso frequente da faca ira desgastá-la mesmo que bem cuidada.

Industrializadas ou artesanais?

Esta é uma dúvida frequente. As artesanais,  em geral, são mais exclusivas, personalizadas, e um pouco mais caras, enquanto as industrializadas possuem modelos padronizados e são feitas em larga escala, oferecendo preços mais em conta. Ambas possuem modelos de excelente qualidade e acabamento, a dica é a relação entre utilização e possível necessidade de reposição. As facas industrializadas são mais fáceis de repor em caso de perda ou desgaste.

Tipos de lâminas

Escolheremos agora os materiais da lâmina, do cabo e bainha. Atualmente os avanços tecnológicos nos oferecem diversas possibilidades de lâminas, de forma simplista dividimos em três categorias: cerâmicas, aço carbono e aço inox. Todas com vantagens e desvantagens. As cerâmicas possuem a vantagem de um fio praticamente eterno, porem quebram com certa facilidade, basta cair da mesa. As lâminas de carbono oferecem excelente capacidade de afiação e resistência a torção, mas oxidam com muita facilidade, enferrujam. O aço inox apresenta características similares às de carbono, mas com muito mais resistência à oxidação, pedindo assim menos manutenção. Se você não for muito cuidadoso, indicamos as de aço inox, pois o pior inimigo das facas é a ferrugem.

Tipos de cabos

Os cabos podem ser de materiais orgânicos, como chifres, couro e madeira ou sintéticos, fibra de vidro, polímeros e resinas. Estes últimos são mais indicados para a gastronomia em virtude das características de higienização. Já as bainhas podem ser de couro, plásticos ou cases para guarda e transporte. A dica em relação ao cabo é verificar a principal característica de uso da faca, necessitamos de higiene (polímeros), resistência física (madeira e rezinas) ou exclusividade (chifres, pedras ou materiais raros). Quanto a bainha, devemos analisar sua aplicação, apenas guarda (plásticos ou cepos), transporte frequente (cases) ou ambos, porem se buscamos um certo charme, couro, se possível trabalhado.

O design

Agora a questão mais pessoal de todas, o design da faca. Clássico, arrojado, moderno ou específico para uma tarefa, devemos estar atentos a aplicabilidade efetiva da faca, mas também nas questões estéticas e ergonômicas das peças. Pessoalmente prefiro os modelos de caça, pela sua estética e multifuncionalidade, embora estes modelos não se apliquem para o cotidiano dos chefes de cozinha profissionais ou mesmo amadores, tão pouco para atividades específicas como trabalhar com frutas e legumes, por exemplo.

Ronaldo Cruz, Consultor Empresarial, Coordenador Universitário um apaixonado por Gastronomia e Cutelaria.

Leia mais:

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Artigo de: Ronaldo Cruz

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