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De costela em costela, por André Bezerra

22 de junho de 2018

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Um circuito de costela para se derreter

Quando a costela se faz presente em um churrasco, até quem é leigo na arte de assar, sabe: ela é a primeira a entrar na churrasqueira e a última a sair, para a “diretoria”. Fica lá no alto, muitas vezes envolta em celofane, o que confere a ela um ar ainda mais misterioso, existe algo de sacro no ritual que envolve o preparo dessa carne. O objetivo é sempre o mesmo: uma boa costela precisa vir derretendo.

Por isso, nos encarregamos de ir prová-la em alguns lugares onde é tratada com todo o respeito. Visitamos casas que servem costela bovina ou costelinha suína, porém nos ativemos apenas àquelas que são assadas.

Cantinho da Bica

Inaugurado há cerca de 40 anos, o Cantinho da Bica está sob o comando do casal Fábio e Queila Teixeira desde janeiro de 2012. Eles eram clientes antigos e, ao saberem que o negócio estava à venda pela proprietária anterior, resolveram assumir. Mantiveram o ambiente familiar e as receitas da família do senhor Alceu Kukla: costelinha de porco, borboletinha da costela bovina, maionese de batatas, farofa e – para felicidade geral do bairro da Vista Alegre e do resto do mundo – o aipim ao molho de bacon que chega cremosinho, fumegante, à mesa. Isso no rodízio servido nas noites de quarta a sábado, das 19h às 22h, ao preço fechado de R$32,90 por pessoa.

Durante a semana, no almoço de quarta a sexta, também é possível encontrar os dois tipos de costela, a R$38,90 o quilo, além das opções de saladas e pratos quentes do bufê, a um custo máximo de R$13,90 (somados ao valor do consumo da costela). Finalmente, nos almoços de sábado você pode optar por comer o rodízio de costela com feijoada na cumbuca ou costela acompanhada das guarnições arroz, feijão, farofa, maionese e batatas fritas. Qualquer opção do almoço de sábado custa R$35,90 por pessoa. Seja qual for a sua escolha, a costela do Cantinho da Bica é deliciosa.

Rua João Tschannerl, 1009, Vista Alegre
3338-9266

Costelão da XV

Atendendo 24 horas, o Costelão Alto da XV pertence aos irmãos Jaime, Edésio e Paulo Voss e a um quarto sócio, o Gilberto. Fora a costela bovina e a costelinha de porco, o serviço de rodízio a preço fechado inclui coração, coxa e sobrecoxa de frango, além de linguiça e um grande bufê com vários tipos de saladas e opções de pratos quentes e sobremesas. Tudo a R$29,90, de segunda a sexta, e R$36,90 aos sábados, domingos e feriados. Não deixe de provar o bolinho de costela.

Rua Marechal Deodoro, 1805, Centro
Domingo a domingo, 24 horas
Encomendas somente pelo I-food.

Costelão Bacacheri

Há 12 anos o Eduardo Monteiro, de Santana do Itararé, norte do Paraná, abandonou a carreira ascendente na rede Mc Donald´s, em que foi de atendente a gerente, para abrir o próprio negócio, o Costelão Bacacheri. A inspiração veio de um primo que tinha outro costelão, na rua Chile.

O rodízio de costela bovina custa R$37,90 por pessoa e, além das fatias que chegam quentinhas, ao gosto do freguês, há também os acompanhamentos dispostos na mesa: arroz branco, salada verde com tomate e cebolas bem fininhas, maionese de batatas, farofa, polenta frita em palito e uma das melhores cebolas em conserva da cidade. Também é possível optar por pedir no quilo ou a la carte, junto com outros cortes de carnes.

Avenida Prefeito Erasto Gaertner, 26, Bacacheri
3356-0665
Domingo a quinta-feira, 8h às 3h
Sexta-feira e sábado, o dia todo

Galpão Ventania

Inaugurado em 1987 pelo Luis Gasparetto e pela esposa dele, o Galpão Ventania serve costela bovina e suína ao lado de alguns acompanhamentos que, por mera coincidência ou por causa do convívio com os vizinhos, são a cara de Santa Felicidade.

A salada de alface, tomate, cebola e pepino traz os ingredientes fresquíssimos, vem tudo cortado fininho. Tem a maionese caseira bem feita, mas, além dos belos cortes de costela assados no ponto ideal, tem aquele arroz carreteiro que encerra a refeição perfeita, simples, sem ter o que tirar e nem por. A costela bovina custa R$44,00 o quilo, a suína sai a R$48,00, mais R$11,00 pelos acompanhamentos de segunda a quinta e R$16,00 de sexta a domingo ou feriados. Há outros tipos de carnes com valores variados, sempre no quilo.

Rua Francisco Dallalibera, 1539, Santa Felicidade
3296-1035
Segunda-feira a sábado, 6h às 23h
Domingo, 6h às 16h.

Pururuka

Dá para se dizer que o Pururuka é a segunda união de duas famílias: Bizinelli e Espolador. É que, primeiro, o Murilo Bizinelli conheceu a Taiza Espolador. Eles se casaram e o Murilo administrou a Hot Bizi, no Shopping Hauer, onde vendia sanduíches de linguiça da marca que leva o seu sobrenome. Tempos depois, surgiu a oportunidade e o Murilo, a Taiza e o pai dela – Antonio Espolador – abriram o restaurante na região do bairro Rebouças. A inauguração foi em abril, mas a casa já tem tanta personalidade que hoje, apenas dois meses transcorridos, é difícil falar em porquinho sem lembrar do Pururuka.

Apesar de haver diversos tipos de pratos à base de porco, estávamos em missão. Por isso optamos pela costelinha de porco com farinha de mandioca. A receita é da família Bizinelli e a peça chega suculenta, polvilhada de farinha. O prato é grande, suficiente para servir 3 pessoas, principalmente com os acompanhamentos. Escolhemos o Tutu de feijão com ovo mole, criado pela chef Daniela Menequele. Em cima do tutu, um ovo frito com a gema mole. Também recomendamos a farofa de banana e, finalmente, a Maionese de batata salsa, receita da Dona Vera Bizinelli, mãe do Murilo e sogra da Taiza.

Rua Brigadeiro Franco, 3359, Centro
3030-0800
Terça a sexta-feira, 18h às 23h
Sábado, 11h30 às 15h30.

Tartaruga

Essa casa está completando 44 anos e é referência na hora de se escolher uma boa carne assada para comer. Inaugurada em 1974 pelo Carmelindo Bortolanza, hoje ela é administrada pelo Lucas Bortolansa – assim mesmo, com “s” – neto do Seu Carmelindo e terceira geração da mesma família no comando do Tartaruga. O serviço é a la carte e os cortes saem da churrasqueira do experiente assador Jeremias. Carnes saborosas, suculentas, ao ponto do freguês.

Dentre costela de ripa bovina ou suína, matambre recheado ou borboletinha de costela, escolhemos esta última. De acompanhamento, saladas de cebola, agrião e tomate. Junto da farinha de mandioca e de uma cerveja trincando, não precisa mais nada. Comemos com as mãos, é claro, e ainda ficamos chupando os ossos, como se fosse uma gaita.

Se quiser comer costela, a dica é chegar cedo, porque acaba rápido, hein!

Rua Itupava, 828, Alto da XV
3262-0301
Segunda a sexta-feira, 19h às 23h

 

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rodape_andreAndré Bezerra é amante da gastronomia boêmia e “garimpeiro” de experiências que surpreendem o paladar. Fundador da Monstro Animal – produtora de eventos – e escritor por hobby. Siga no Instagram: @andrbezerra

Artigo de: André Bezerra

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