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La Boca, por André Bezerra

3 de agosto de 2018

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Ponto de encontro dos amigos, essa casa é um dos endereços mais cosmopolitas de Curitiba

“Era pra eu ter sido advogado, advoguei durante 4 anos”. Com essa declaração o empresário e chef Luiz Gustavo Ribas de Oliveira abriu a entrevista para a Tutano Gastronomia. Ele é o fundador e proprietário do La Boca, um gastrobar que vem fazendo história numa esquina do bairro Mercês. Fomos recebidos na boqueta da cozinha e conversamos com o Guti – como é chamado por todos os amigos – enquanto ele preparava os shumai, uma das opções no cardápio do La Boca. Trata-se de um bolinho com a massa cozida. Parece com o guioza mas, no lugar do recheio de carne suína, leva um blend de peixes. Os do La Boca levam pargo, tainha e atum.

Ásia

Ao invés de seguir advogando, o jovem Guti, que sempre gostou de cozinhar, estudou gastronomia no Senac e saiu para viajar e conhecer a culinária de lugares diferentes, especialmente a cozinha oriental. Foi com amigo Ken Francis para a Inglaterra, Nova Zelândia, Malásia e Tailândia, onde também estudou culinária. Na Nova Zelândia trabalhou durante 3 meses em um mosteiro budista. Cuidava não apenas da cozinha vegetariana, mas também da horta e do jardim. Talvez essa experiência explique a natureza plácida e os modos zen desse cozinheiro de mão cheia. Perguntado se cozinharam em todos os lugares, respondeu: “não, a gente viajou, curtiu e comeu”.

São Paulo – Curitiba

Em 2004, já de volta ao Brasil, o cozinheiro teve uma experiência de um ano e meio na cozinha do Club Méditerranée, no Rio de Janeiro. Em 2006 deu aula no Senac, em Curitiba. Depois vieram o Shintori e o D.O.M., em São Paulo. Novamente de volta a Curitiba, entre 2009 e 2011 o Guti ainda passou pela Oli Gastronomia e Mahatma Gourmet.

Finalmente, em 2012, ele encontrou o ponto ideal para abrir o próprio restaurante para praticar a culinária inspirada nas viagens realizadas. O ponto é uma casa numa esquina da Visconde do Rio Branco. As casas vizinhas são cada uma de uma cor, como no bairro portenho, na Argentina, o que inspirou o nome La Boca. Além do cardápio com muitas novidades cosmopolitas, realizar eventos na rua foi mais uma estratégia para atrair o público. Surgiram as “wokadas”, “hamburgadas” e “churrascadas” do La Boca. Com muita comida e música boa sendo servida a preços atraentes, os amigos não demoraram a frequentar a casa. Mais do que isso: em sua maioria profissionais das áreas de jornalismo e direito, os clientes ali costumam usar a casa como uma espécie de sucursal pós-trabalho ou pitstop pré-casa.

Mi casa, su casa

O ambiente do La Boca, cheio de pôsteres e referências das viagens, poderia ser o de um bar em qualquer parte do mundo, inclusive Curitiba. Toma-se cerveja gelada, vinho e a nova aposta do estabelecimento, que são os drinques preparados pelo Talles Tonatto. Para comer, da cozinha contemporânea e de rua saem os clássicos bolinho a cavalo, fígado galináceo a francesa, udon, caldo thai e o dog Bruto, que leva bacon e kinshi (acelga japonesa). Há também outros pratos e opções veganas e vegetarianas. A apresentação é descontraída.

Não se sabe quantos frequentadores do La Boca sempre foram amigos do Guti ou quantos se tornaram justamente por frequentarem o bar. O fato é que o chef-cozinheiro-empresário conheceu a própria esposa – Angélica – no balcão do La Boca. Seus assessores de comunicação também são uma dupla de amigos, o Edu Aguiar e o Heros Mussi, da Zelig. Ao final da entrevista para a Tutano seguimos os quatro – Guti, Edu, Heros e o colunista que vos escreve –  pela noite curitibana. É quase impossível entrar no La Boca e sair sem fazer novos ou mesmo velhos amigos.

La Boca

Visconde do Rio Branco, 367, Mercês
(41) 3323-5147 / 99943-9799
Quinta a sábado, 18h à 0h30 (a cozinha vai até 23h30)

*O La Boca tem um trailer que gira alguns pontos:

Terça-feira – Feirinha do Novo Mundo
Quarta-feira – Beer Club Ecoville
Sexta-feira – Feirinha do Boa Vista

*Serve bolinho de carne, pão com bolinho, coxinha no copo e bratwurst empanada na mostarda.

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André Bezerra é amante da gastronomia boêmia e “garimpeiro” de experiências que surpreendem o paladar. Fundador da Monstro Animal – produtora de eventos – e escritor por hobby. Siga no Instagram: @andrbezerra

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Artigo de: André Bezerra

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