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O Strudel e a maçã da Silva

13 de maio de 2016

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Elaine Minhoca resgatou desejos e uma receita de infância: strudel

Tenho tido surtos nostálgicos de quando era meninota, como diria Helena Kolody. Apfelschmidt (se o nome do doce fosse traduzido, daria em algo no gênero Maçã da Silva) era um bolo de maçã que a nossa avó Barberina fazia, e que eu, pirralha ainda, consegui pinçar no sagrado livro de receitas dela. E, o que é mais importante, obtive salvo conduto para fazer, sob o cuidadoso e carinhoso olhar da minha mãe e da Davina (a.k.a. Dada). Na época era uma tarefa hercúlea executar o dito, e a sensação de êxito, de ver aquela forma com a massa dourada e flagrante dentro do forno, me acompanhou pela vida. Mas a verdade é que a Maçã da Silva, no fundo, era molezinha de fazer. O difícil, o trabalhoso, o MBA dos doces era o strudel. Esse nunca cheguei nem perto. Afinal, massa folhada é para iniciados…

Se você tem aquele sobrenome com mais consoantes que vogais, possivelmente na sua família existe alguma receita de strudel. Seja russo, polonês, ucraniano, austríaco, húngaro ou alemão, todos têm a sua. E na Curitiba dos anos 70/80, confeitaria que não tivesse strudel não era confeitaria. Foi o cupcake de seu tempo…. Porém, ainda há uma maçã no fim do túnel do *Guilherme Tell. Vai aí meu top 3 de strudels na Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais:

Confeitaria Munhoz

Rua Manoel Eufrásio, 391, Juvevê

Kwarnia Krakoviac

Trav. Wellington de Oliveira Vianna, 40, Ahú (no bosque da estátua Malévola)

Schartzwald

Rua Dr. Claudino dos Santos, 63, São Francisco (Eis a teoria da consoante, c.q.d.e sim, no Bar do Alemão tem Strudel, seu cachaceiro!)

Faça você mesmo

Como o apfllschmidt não vai figurar no repertório de nenhuma confeitaria, segue a receita, tal e qual escrita e ensinada pela avó Barberina e pela “Véia Joanita”. Assim dá pra fazer uma volta à infância (à minha…) e passar adiante este clássico familiar.

Para a massa:
  • 500 g de farinha de trigo da boa
  • 250 g de margarina da boa também
  • 250 g de açúcar refinado
  • 2 ovos pir (leia-se “caipira”)
  • misture tudo, faça uma bola e deixe descansar na geladeira por 30 minutos
Para o recheio:

Rale oito maçãs-galas médias (esprema um limão caipira ou siciliano em cima para não escurecer demais). Separe e tome o suco. Obs.: no livro de receitas o recheio era só com maçã. Hoje em dia, coloco passas hidratadas no rum e um pouco de amêndoas quebradas. Vai do gosto.

Prefere ver o passo a passo dessa receita? Clique aqui.

Elaine Minhoca é produtora de eventos e cerimonialista. Mas pra falar de comida ela não faz cerimônia nenhuma! Este texto foi postado originalmente no blog Rêve de Mode, do qual Elaine é colaboradora. Ah, ela também colabora com o Curitiba Baixa Gastronomia.

Artigo de: Elaine Minhoca de Lemos

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