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De condenado a sucesso mundial, este é o tomate

10 de maio de 2016

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Esse ingrediente tem uma história de vida, digamos assim, bem fascinante

Pensar que o cara já foi fruto afrodisíaco, enfeite de jardim, veneno, protagonista de um pseudossuicídio em praça pública, até que finalmente conquistou seu lugar à mesa. E que lugar, hein? Hoje é tipo celebridade, figurinha carimbada nos cardápios do mundo inteiro.

A verdade é que não se sabe ao certo a origem exata do tomate. Alguns dizem que foi no Chile, Equador e Peru, outros dizem que foi no México. Fato é que a galera das civilizações pré-colombianas já mandava ver no ingrediente. Eis que chegaram os espanhóis, na onda das grandes navegações, e junto com o milho, feijão, cacau e vários outros alimentos levaram o tomate para o Velho Continente. Isso era por volta do século 16.

shutterstock_53560099Provavelmente, a espécie que foi levada era mais amarelada, pois na Espanha e na Itália ficou conhecida como “pomi d’oro” ou maçã amarela. Só que, chegando lá, ninguém sabia como consumir a tal fruta, um tanto ácida demais. Daí que o pobre tomate ganhou fama de vilão. Considerado venenoso, seu cultivo ficou relegado à ornamentação dos jardins até quase os idos de 1700. É mais ou menos dessa época o registro de uma receita do chef Antonio Latine, que recomendava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele ou sementes, para obter um molho de tomate “ao estilo espanhol”

E a história se repetia onde quer que o tomate chegasse. Dos países mediterrâneos, foi para a França. Lá, ganhou status de erva afrodisíaca e até um novo apelido: pomme d’amour. Quando chegou à Grã-Bretanha também foi duramente condenado para só então virar ingrediente gastronômico (os primeiros registros são de famílias judias, por volta de 1750). As colônias espanholas e britânicas ajudaram a levar o cara para a América do Norte, Oriente Médio e Ásia. Nos Estados Unidos, o povo só desencanou da fama de venenoso por volta de 1820, quando um maluco de Nova Jersey se postou em praça pública, disposto a provar de uma vez por todas que o tomate não matava.

Comeu uma cesta inteira deles diante de uma plateia pra lá de mórbida e, apesar de provavelmente ter ficado com uma azia desgraçada, continuou vivinho da silva. Foi lá, inclusive, que anos depois um cidadão (Heinz, conhece?) resolveu acrescentar tomate ao molho ketsiap que os chineses usavam para acompanhar peixes e carnes. O resultado dispensa apresentação. E já que estamos falando das voltas que esse mundo dá, adivinha qual o país que mais produz tomates atualmente? A China, of course.

Molho de tomates assados do Beto

Ingredientes:
  • 8 tomates longa vida bem maduros
  • 5 dentes de alho inteiros
  • 3 ramos de alecrim (ou manjericão, se preferir)
  • 400 ml de azeite de oliva
  • sal
  • pimenta-do-reino

Modo de fazer:

Corte os tomates em oito partes. Descasque os dentes de alho e faça pequenos cortes, sem quebra-los, e junte aos tomates. Aqueça metade do azeite de oliva em uma panela funda. Acrescente ao azeite aquecido os tomates, os dentes de alho e os ramos de alecrim inteiros. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Tampe a panela e deixe por aproximadamente 40 minutos. Verifique de tempos em tempos. Quando os tomates estiverem quase totalmente derretidos e os dentes de alho estiverem bem macios, o molho estará pronto para ser servido. Tire os ramos de alecrim e sirva com uma massa ou até com pão francês. É fantástico.

Gaspacho do Beto

Ingredientes:
  • 1 lata de 200 g de tomate pelati
  • 1 pepino pequeno
  • 1 pão francês
  • 2 dentes de alho
  • 1 ovo cozido
  • 1 colher de talo de salsão picado em cubinhos
  • 1 colher de sopa de folhas de tomilho
  • azeite de oliva
  • sal
  • pimenta-do-reino
  • pimenta tabasco a gosto
Modo de fazer:

Bata aos poucos os dentes de alho e os tomates junto com o líquido dele mesmo no liquidificador até obter uma consistência de sopa e reserve. Pique o pão francês grosseiramente com as mãos, tempere com tomilho, sal e pimenta-do-reino, regue com o azeite de oliva e leve para assar no forno a 180 graus por 10 minutos, até que fique torrado. Pique o pepino em cubinhos. Pique o ovo. Numa tigela, sirva o creme de tomate (gaspacho) e tempere com sal, pimenta-do-reino e tabasco. Cubra com o pepino, o salsão, o ovo e o pão torrado. Acrescente algumas gotas de azeite de oliva para decorar seu gaspacho. Pode comer.

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