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De Luanda a Cape Town: dicas de lugares para comer

10 de maio de 2016

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A jornalista Fabiane Prohmann foi visitar a irmã em Luanda e deu uma esticadinha até Cape Town! Ela conta pra gente onde comer

Desde 2006 minha irmã e meu cunhado moram na África. Toda vez que conto isso o espanto é geral! Mas a surpresa era ainda maior quando eu dizia que nunca tinha ido visitá-los O André é engenheiro civil e a Viviane é arquiteta, e vivem em Luanda, capital de Angola. Meus sobrinhos, Isadora, de seis anos, e Heitor, de três, já estão acostumados com as idas e vindas ao Brasil, adoram os dois países e falam com um leve sotaque português. Em outubro do ano passado resolvi enfim ir e fiquei dois meses. A experiência foi incrível! Nós cinco fizemos muitos passeios, já que para mim tudo era novidade. Fomos a restaurantes, museus, shopping e ainda viajamos para Lobito, no interior do país. E, como estava na África, aproveitei para conhecer Cape Town (na África do Sul). Passamos uma semana na cidade e voltei apaixonada, já programando minha próxima visita.

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1ª parada – Luanda
Depois de viver mais de 20 anos uma guerra civil, Angola é um país em reconstrução. Luanda é considerada uma das três capitais mais caras do mundo, e é uma cidade de contrastes. Se por um lado há prédios do governo lindos e preservados, por outro há muitos prédios velhos, que resistiram ao tempo, mas estão mal cuidados e sujos.

Um dos pontos altos de Luanda é a Avenida 4 de Fevereiro. Ela está às margens da Baía de Luanda e concentra ministérios, serviços públicos, hotéis e sedes de grandes empresas. O calçadão foi inaugurado em 2013 e se transformou em ponto de encontro dos angolanos, que aproveitam o calor constante para praticar exercícios ao ar livre e curtir as zonas verdes e áreas de lazer.

A Avenida liga o porto de Luanda à Ilha do Cabo, tradicional lugar de bares e restaurantes e onde a vida noturna acontece. Um dos preferidos da minha irmã e do meu cunhado é o Cais de Quatro. Almoçamos lá duas vezes.

O Cais de Quatro tem uma das vistas mais bonitas da baía de Luanda, e no cardápio, dezenas de pratos à base de peixes, frutos do mar, carnes e massas. Na minha primeira ida escolhi lagosta à provençal (lagosta grelhada com molho ao provençal, servida com batatas fritas e salada). O preço do prato individual: R$ 156. Na segunda vez optei pelos deuses do Atlântico (camarões empanados recheados com queijo cremoso, servidos com espaguete all’arrabbiata), por R$ 148. Nos dois dias, para acompanhar, fino (chope) Cuca, produzido em Angola.

Como a comida em Luanda é muito cara, o preço das frutas não é diferente. As mais bonitas são vendidas na rua, por grupos de mulheres que se sentam na calçada, embaixo de árvores, depois de terem carregado por quilômetros as frutas em bacias na cabeça. Oito bananas, por exemplo, custam R$ 30, mesmo valor cobrado por um mamão. O abacaxi sai por R$ 24, e seis laranjas custam R$ 15.

As frutas são produzidas em Angola, e os produtos industrializados são importados. O iogurte é espanhol; as bolachas italianas; a água de coco da Tailândia; a cerveja da Holanda; as torradas, pães e manteiga, de Portugal.

Como tudo é muito caro, os churrascos não são tão comuns. Ainda assim fizemos um, com carne vinda dos Estados Unidos. O TBone, muito saboroso, custou R$ 36,55 cada pedaço.

2ª parada – Ilha do Mussulo
Em um dos fins de semana aproveitamos o sol e calor e fomos para a Ilha do Mussulo. Um lugar maravilhoso, localizado a 15 minutos de barco de Luanda. É um dos locais mais visitados pelos turistas, principalmente os portugueses. O segredo é chegar cedo e voltar antes das 17h, para evitar filas nos barcos. Como a Vivi e o André já sabiam disso, acertamos os horários e correu tudo bem!

A praia é limpa e o mar é supergelado. A ilha tem infraestrutura completa, com vários hotéis e restaurantes. Ocupamos as cadeiras do Hotel Roça das Mangueiras, então podíamos comprar as bebidas e os petiscos no bar e usar o chuveiro e banheiro.

Mas o mais curioso do lugar são as mulheres com bacias na cabeça, que vendem de tudo. Tudo mesmo! Desde ovo cozido (isso é tradicional em Angola) até frutas, amendoim, brinquedos e roupas. Na volta da ilha paramos no restaurante Embarcad’Ouro. O ambiente é muito confortável e acolhedor. Há opções à la carte e buffet, nossa escolha. Comemos camarão, lagosta e bacalhau com nata, simplesmente maravilhoso. O preço é bem salgado: R$ 260,00 por pessoa, sem contar as bebidas. O buffet de sobremesas está incluído, e eu experimentei o mousse de maracujá e mousse de bolacha com chocolate.

Luanda - restaurante Embarcadouro

3ª parada – Cape Town

No começo de dezembro nós cinco fomos para Cape Town, na África do Sul. A cidade é simplesmente encantadora e apaixonante. Tudo é lindo, pensado nos turistas, organizado e as pessoas, muito gentis.

Ficamos em um hotel em Waterfront, um grande complexo junto à zona portuária, considerado a atração mais visitada da África do Sul. O lugar é uma área enorme, point para turistas e locais, onde estão localizados os melhores restaurantes e shoppings.

Lugar imperdível é o Food Market, um galpão onde funciona um mercado de comida, com várias barraquinhas diferentes, cada uma vendendo sua especialidade. O espaço concentra uma enorme variedade de quitutes, como kebab, empanadas argentinas, comida japonesa, sanduíches, frutas, sucos, iogurtes, bolos, chás gelados e cafés. É um mercado ótimo para fazer um lanche ou almoçar, mas nós cinco gostávamos mesmo de tomar café da manhã por lá. Sentando do lado de fora, uma das vistas é a Table Mountain, uma das sete novas maravilhas do mundo. Entre os frequentadores, encontramos o cantor Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, fazendo um lanche.

As opções de restaurantes são muitas, mas o que mais gostamos foi o Sevruga, especializado na cozinha marinha, mas que também oferece tapas asiáticas e comida japonesa. É um restaurante com perfil refinado, bom atendimento e um menu extenso, que agrada a diversos paladares. Minha escolha foi salmão wellington, com legumes assados e, de sobremesa, petit gâteau. No quesito carnes, a dica é o Belthazar Restaurant & Wine Bar, onde experimentei o rib-eye acompanhado de batata frita.

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Somente aos sábados
Um passeio pouco conhecido dos turistas e que nós tivemos sorte em descobrir é a feira no The Old Biscuit Mill, ótimo para o café da manhã ou almoço, pois reúne uma grande variedade de comidas e bebidas. O lugar era uma fábrica de biscoitos e hoje concentra diferentes áreas: em algumas são vendidas roupas para adultos e crianças; em outras há lojas e restaurantes; e a parte mais gostosa é a área do mercado de comida. Lá você encontra waffles, sucos, azeitonas, queijos, patês, sanduíches, bolos, pizzas, entre vários outros quitutes deliciosos. Como a feira só funciona aos sábados, o movimento é intenso. As crianças não gostaram muito, já que não tem lugar para elas brincarem, mas mesmo assim valeu muito o passeio.

Em uma semana conseguimos conhecer bem a cidade, fizemos vários passeios e compras. A moeda é o rand, e os preços são bem mais acessíveis, se comparados a Angola.

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