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Delícias da Praia de Pipa

11 de novembro de 2016

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Restaurantes, bares, e dicas de comilanças na Praia de Pipa, Rio Grande do Norte

O último feriado de sete de setembro foi a oportunidade para que eu e mais 6 amigas (Thaissa, Marília, Carolina, Camila, Elza e Nicole) nos uníssemos em prol do mesmo desejo: “aquele” bronzeado nordestino. Passagens em promoção, a casa do pai da Thaissa emprestada, e lá fomos nós, rumo às praias selvagens e aos paredões da *Praia de Pipa, no município de Tibau do Sul, Rio Grande do Norte.

Detalhe: escrever este texto sem usar mentalmente meu sotaque nordestino é impossível. Então, convido você a entrar no clima e ler essa experiência gastronômica com a entonação adequada. Garanto, fica muito mais divérrrtido!

E vamos ao que interessa, digo, às dicas de praias e lugares para comer!

Partimos de Curitiba na terça-feira à noite, dia 6, direto do trabalho. Depois de quase 10 horas e uma escala, chegamos a Natal. Não posso dizer se a capital potiguar é linda ou não, porque só vi mesmo a saída do aeroporto, onde pegamos um transfer que nos levou à Tibau do Sul. Foi somente na quarta-feira, Dia da Pátria, que finalmente foi declarada nossa independência, e amanhecemos na Praia de Pipa. Levantamos com toda a pressa de quem mora em Curitiba (e não via sol há meses) e estava louca pra por o pé na areia e torrar debaixo do sol de quase 40° (lá faz calor o ano todo).

Roteiro

Nossa primeira experiência gastronômica foi no Terra Nostra, mix de restaurante e padaria, perfeito para todas as refeições. Tomamos nosso café da manhã e prometemos voltar no fim do dia pra comprar pães quentinhos (promessa cumprida :)).

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Praia de Cacimbinhas

Fomos de táxi para a Praia da Cacimbinha, uma das mais lindas que eu já visitei no Brasil, sem dúvidas. É também ponto de encontro dos kitesurfistas, porque venta bastante por lá. Descemos a escadaria na falésia e caminhamos até a Barraca do Chico. A praia era só nossa. Então aproveitamos para relaxar.

Foi o próprio Chico quem nos apresentou a caipirinha de cajá, que fez a alegria do primeiro dia. Os petiscos da barraca eram apetitosos e muito bem feitos, praticamente um restaurante à beira-mar. À noite, ninguém conseguia se mexer de tanto que caminhamos, mas guardamos forças para parar numa mercearia na Av. Baía dos Golfinhos, onde fizemos as compras para preparar o jantar.

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Baía dos Golfinhos

No segundo dia, o café da manhã foi em casa (lembra daqueles pãezinhos maravilhosos comprados no dia anterior?). E a praia foi a do Curral, conhecida como Baía do Golfinhos. O acesso não é tão fácil, depende do horário das marés: depois que ela baixa e antes de ela subir são os períodos permitidos para chegada e saída.

Algumas águas de coco, caipirinhas e petiscos depois, saíamos em busca dos golfinhos. E eles estavam lá, nadando, saltando e se exibindo. Foi lindo de ver.

Pôr do sol

Antes de a maré começar a subir, recolhemos nossas coisas e fomos assistir ao pôr do sol no Mirante Sunset Bar. Prepare-se para uma caminhada que mais parece uma escalada.  29.807 degraus depois, o sol estava lá, só esperando pra se despedir. Pedimos açaí e comida japonesa. O sol se pôs, com o acompanhamento cronometrado da música do bar. Todos aplaudiram. Foi de arrepiar!

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Nessa noite, a fome estava absurda e saímos pra jantar. O eleito foi o restaurante Tapas, no centrinho. Eles servem tapas maravilhosos, bem temperados, com uma pegada asiática/espanhola. Experimentei o peixe com curry e arroz oriental. A Marília pediu atum selado com gergelim que é maravilhoso também.

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Praia do Madeiro

No dia seguinte fomos para a Praia do Madeiro, conhecida pelas águas calmas. Ficamos na Barraca do Gilvan (procure pelo toldo verde). Os ambulantes pela areia queriam a todo custo vender um sanduíche gourmet. A cada parada, escutávamos a cantoria de todos os ingredientes: pão de sêmola trazida da Itália, com azeitonas pretas, alface orgânica…. Enfim, ficamos com o camarão empanado do Gilvan, que estava uma delícia.

No fim da tarde, fugimos para a Creperia Marinas de táxi – é tudo longinho. A creperia fica num deck na Lagoa de Guaraíras, com vista privilegiada. Tem música ambiente e é frequentada por gringos, locais e tudo mais. Todos em busca do pôr do sol. Experimentei o crepe de strogonoff de camarão. Sinistro! De sobremesa, um de chocolate com banana. Mais sinistro ainda!

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Neste dia o jantar foi em casa, em grande estilo. Uma de nossas amigas, por sorte, é chef de cozinha formada na Le Cordon Bleu, então tivemos moqueca de camarão, com camarão fresquinhos da peixaria que fica ao lado do mercado, na Av. Baia dos Golfinhos, a principal.

O quarto dia foi de chuva. Ficamos trancadas dentro de casa, tentando fazer funcionar o Netflix ou a Sky, mas não conseguimos. Jogamos algumas partidas de xadrez, jogamos conversa fora e também “jogamos a toalha”: decidimos sair em busca de comida, mesmo debaixo de chuva.

Paramos no restaurante Lampião, que fica aberto até tarde. Bonito, sem frescura, com vista para o mar, e um cardápio típico do Nordeste, com peixe, pimenta e farofa. A casquinha de siri estava divina. O camarão ao forno, melhor ainda (sim, eu comi camarão todo santo dia). A Carolina pediu peixe assado na folha de bananeira com farofa, que estava de lamber os dedos.

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Praia do Amor e dos Afogados

Pra terminar a viagem gastronômica a essa pontinha do Brasil, fomos visitar a Praia do Amor, uma das melhores points de surf do nordeste, com altas ondas o ano inteiro. Erramos o dia (domingo), porque ela fica perto da Praia do Centro, então estava lotada. Mesmo assim, valeu a pena. O sol deu o ar da graça. Estacionamos na barraca do Caio, a penúltima da praia. Os petiscos estavam bons e enganaram a fome até à noite. Pasmem: nesta praia não tentaram nos vender sanduíche gourmet, mas bolinho de maconha. Cuidado!

Último jantar da Pipa e o melhor!

Fomos ao Restaurante Aprecíe, francês intimista no centrinho, que vale a pena conhecer, apesar de ser um pouco mais caro que os demais que conhecemos. Experimentei o spaghetti com camarão (camarão, de novo). Dos deuses. Que bom que voltamos andando para casa, ótima desculpa para fazer uma boa digestão.

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Souvenir

Na segunda-feira (12), arrumamos as malas e voltamos pra casa: eu, bronzeada, com um quilo a mais e cheia de saudades dos golfinhos, dos camarões, da cor das falésias e da água quente do mar. Minha mala também estava cheia… de bolos de rolo da Sabor da Casa. Tem de goiabada, brigadeiro, leite em pó. É típico da região e cada caloria vale a pena.

*Praia de Pipa ou da Pipa? Por lá, todas as placas dizem de Pipa; por aqui, todos os sites dizem da Pipa. Eu escolhi de Pipa. 😉

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Dana é jornalista, analista, publicitária de formação e artista nas horas vagas. É editora de conteúdo da Pulp Edições (<3), que faz a Tutano com o Beto Madalosso há algumas primaveras. Tem compulsão por tirar fotos dos pratos de todos à volta para publicar tudinho por aqui.

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Experiência gastronômica no México

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