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Dicas para acertar no bufê de casamento

16 de julho de 2018

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Acredite se quiser, mas tem como agradar todo mundo num bufê de casamento

Estudos recentes revelam que nove a cada dez convidados de um casamento passam grande parte da cerimônia na igreja pensando na comida que vai ser servida — o um que sobra fica analisando quem vai levantar no “quem tem algo contra essa união fale agora ou cale-se para sempre”.

A verdade é que todo mundo fica feliz pelos noivos, mas é difícil manter essa felicidade de barriga vazia. Assim como quem casa, quer ganhar presentes generosos, os convidados querem um bufê farto. Para que vocês acham que servem aquelas bolsinhas das mulheres? Não é para carregar batom não, é para guardar docinho!!!

Conversamos com três chefs que entendem muito bem do assunto para dar algumas dicas de como mandar benzão no bufê de casamento.

As sugestões são do Flávio Frenkel, do Anis Gastronomia, da Maria Isabel, do Buffet Nuvem de Coco, e do Beto Madalosso, da Forneria Copacabana (esse último aí dizem que é um cara meio esquisito, mas concordamos em abrir um espaço para ele).

Flávio Frenkel – Anis Gastronomia

O Flávio tem alguns — vários — anos de experiência com o bufê de casamento e, segundo o mestre, o segredo para agradar todo mundo é saber lidar com o tempo!

“Quando as pessoas vão a um casamento, elas gastam tempo se arrumando, são horas na cerimônia, mais o tempo do percurso da igreja até o local em que a comida vai ser servida, aí tem que esperar a noiva entrar… As pessoas ficam com fome. Então tem que saber lidar com o timing para servir a comida”, conta o chef.

A dica é liberar alguma coisa para os convidados comerem assim que chegarem. Se lidar com a parentada já é difícil, imagina lidar com todos eles de uma vez só, reclamando de fome!

E quando o Flávio diz “não vai dar boa colocar esse prato”, é melhor acreditar! O chef explica que é comum os noivos decidirem incluir no menu uma comida que tenha a ver com o casal, como o prato do primeiro jantar juntos. Mas, às vezes, o pessoal chega com umas ideias ruins, tipo buchada ao molho de beterraba e jiló harmonizada com suco de couve e repolho.

“Você não pode ter um prato arriscado demais, um bufê só de ostra, por exemplo, não vai dar certo. Tem que pensar em todo mundo, se não só os noivos vão comer. Até dá para arriscar, mas apostar em receitas bem elaboradas, com ingredientes sofisticados”, diz o Flávio.

Maria Isabel Hezel – Buffet Nuvem de Coco

Para a Maria Isabel, o casamento envolve três coisas importantíssimas: os noivos, a família e a parte finan$eira. Se esses três pontos estiverem de acordo, já é meio caminho andado.

Uma dica da chef, para famílias de muita tradição por conta da nacionalidade ou da religião, é incluir um prato que faça relação com essa história familiar e que possa agradar o paladar dos convidados. Afinal, o casamento não é apenas uma festa coletiva, com um monte de gente torcendo pelo casal, mas se trata de algo pessoal e íntimo.

“Casamentos apenas com pratos vegetarianos também têm sido bastante comuns. Hoje, com importação e produtos nacionais, há uma grande variedade de produtos. Mesmo os convidados carnívoros podem ficar satisfeitos com um bufê sem produtos de origem animal”, explica a Maria Isabel.

O que tem feito bastante sucesso, são as mesas instagramáveis! Nada melhor do que comida gostosa e bonita para fazer uns stories bacanas. A dica da Maria Isabel, é apostar em muitas frutas, verduras e pratos frios, porque além de render boas fotos, dá para os convidados já fazerem uma boquinha até a entrada da noiva no salão.

“Tem que ter na cabeça que alguns sempre querem mais, por isso tem que diversificar bastante e servir rápido. Procurar servir coisas opostas, porque se um não gosta do prato, é bom ter outra opção”, explica a chef.

Beto Madalosso – Forneria Copacabana

Além de chef, o Beto é recém casado, experiência em dobro! Para ele, embora os pratos variem de acordo com o perfil do cliente, há os que são bem característicos de casamento, como filé mignon e massa.

“As festas mudaram um pouco de formato, hoje há quem prefira fazer um mini wedding, uma cerimônia para poucos convidados, mais intimista. Mas mesmo assim, tem que ficar sempre atento ao cerimonial, para não ficar um jantar muito demorado, porque um serviço bom, é de 1h30 na mesa no máximo, não dá para passar disso”, comenta.

O que não dá para esquecer, são os grupos que não comem alguns ingredientes, como celíacos, veganos, alérgicos ou intolerantes. Na correria da organização do festerê, os noivos podem esquecer de avisar o chef que algumas pessoas têm restrições alimentares. Por isso, é bom estar preparado para poder atender a esses grupos. “Às vezes, chega um cliente que exige um prato que você sabe que não é bom, mas ele quer e ponto. Então aceite orientação! Porque as chances de não dar certo são bem grandes”, aconselha o Beto.

Agora não tem perdão para bancar o noivo mala ou o chef desentendido! Não dá para esquecer de enviar para a Tutano o convite do casamento para que possamos conferir se tudo foi aprendido com êxito. 😉

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