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Exportação da carne de frango

4 de maio de 2016

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O frango brasileiro já ganhou as ruas da Europa, África, Ásia e Oriente Médio

Dubai, Emirados Árabes. Um caminhão frigorífico com um enorme mascote da Sadia, o Lequetreque, pintado dos dois lados da caçamba, faz entregas em um supermercado da rede Spinney’s. Em Tbilisi, na Geórgia, uma dona de casa tira da geladeira uma bandeja de peito de frango Seara para o almoço. Ao mesmo tempo, Xi Huei, comerciante de Xangai, compra algumas pernas de galinha no Carrefour para cozinhar no jantar.

Cenas como essas se repetem diariamente em mais de 100 países para os quais o Brasil exporta carne de frango. Somos a república das galinhas, dominando o mercado internacional. Somente os EUA e a China criam mais aves do que nós. Só que na hora de resfriar, embalar e exportar, são as brasileiras que ganham as ruas da Europa, África, Ásia e Oriente Médio.

O Paraná representa 30% da produção nacional, com plantéis espalhados por todo o estado. Santa Catarina, em segundo lugar, detém 18% da produção. A concentração da indústria se nota no oeste paranaense, em cidades como Francisco Beltrão, Dois Vizinhos, Itapejara do Oeste e Pato Branco. Isso sem falar do Porto de Paranaguá, recordista nacional em embarques do produto.

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Nossa galinha come farelo de soja e milho, que dão melhor sabor e cor à carne. Por isso, até os exigentes japoneses a consomem. E o mais interessante é que os produtores souberam adaptar o produto para cada um dos mercados internacionais. EUA e Europa gostam de peito. Oriente Médio gosta dela inteira, mesmo quando pequena. A China gosta de partes com mais sabor, como as coxas, asas e até mesmo os pés. Já para o Japão vão cortes especiais, como o kakugiri (perna desossada) e o sassami (filezinho).

A maior fã de nossas aves é a Arábia Saudita, que em 2012 importou 629 mil toneladas. Se somarmos com os Emirados Árabes, o Kuwait, o Iraque e o Egito, a fatia do mercado é de 31%. Ou seja, as chances de um frango paranaense imigrar para um país árabe são enormes. De lá, eles embarcam disfarçados nas refeições da Emirates, Qatar Airways e Etihad para todos os rincões do planeta.

galinha_02Só são permitidas para consumo as galinhas abatidas pelo ritual islâmico Zabinah, que as torna halal, diferente do porco, por exemplo, que é haram (proibido). Esse ritual estabelece que o animal deve ser abatido por um muçulmano que tenha atingido a puberdade. Ele deve pronunciar o nome de Alá durante o abate, com a face do animal voltada para Meca. O animal não pode estar com sede e não deve ver a faca afiada com a qual será rapidamente degolado, para não sofrer. E, assim que morrer, o sangue deve ser totalmente retirado da carcaça.

Há empresas especializadas na certificação de alimentos halal. Uma delas é a CDIAL Halal, aqui no Brasil. Com o selo de garantia, não são unicamente os muçulmanos que consomem a carne com tranquilidade. Chineses, japoneses e indianos confim na certificação, pois também é uma garantia de melhor higiene.

Então, na próxima vez que estiver em Paris, Doha, Istambul ou Cidade do Cabo, vá a um supermercado. Com certeza você irá se surpreender com a variedade de marcas nacionais de carne de frango à venda. Nas embalagens, cidades do interior do Paraná são lugar-comum. Se estiver com tempo, passe na gôndola de pizzas congeladas. Mas isso é história para uma outra matéria.

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