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Fundamental é mesmo a rolha

1 de dezembro de 2016

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Curiosidades sobre as rolhas e, ainda, 7 vinhos alentejanos

Leve, impermeável, elástica, isolante térmico e acústico, muito resistente ao atrito, inodora, insípida, biodegradável e reciclável (em vários países do mundo, infelizmente no Brasil ainda não). A cortiça é um produto de muitos predicados e, por isso mesmo, uma opção magnífica para dar forma as rolhas que vedam os vinhos, há séculos.

Até chegar ao seu vinho, o processo é longo, trabalhoso e caro

A cortiça origina-se da casca da árvore sobreiro, cientificamente chamada Quercus Suber L. Existem vestígios da utilização desse material natural pelos povos antigos do Egito e na civilização romana, por exemplo, mas o emprego em nível pré-industrial remete aos finais do século XVII. Portugal, Espanha, Itália, França, Marrocos, Tunísia e Argélia são os maiores países produtores, sendo que o primeiro é responsável por algo em torno de 49% da produção mundial, segundo a Associação Portuguesa da Cortiça.

O sobreiro é típico do clima mediterrâneo e encontrou em Portugal seu habitat ideal. Faz parte da herança natural, ecológica e econômica do país europeu, sendo que cada árvore vive entre 170 e 200 anos. A primeira retirada da cortiça se faz entre os 25 e 30 anos de crescimento da espécie, quando o tronco tem cerca de 70 centímetros de perímetro. Imediatamente depois da retirada, por ser uma árvore muito resistente, o sobreiro inicia um processo complexo de regeneração que dá origem à camada seguinte de cortiça. A próxima extração deve obedecer um intervalo mínimo de nove anos e sempre acontecer nos meses quentes do verão. Essas condições, aliadas à necessidade de uma mão de obra extremamente especializada para a “colheita”, justifica o valor elevado e a busca por outras alternativas. Sem falar no fato de que os ambientalistas são extremamente contrários à prática.

Cortiça maciça, aglomerado ou sintéticas

Atualmente existem várias opções de vedação para os vinhos, sendo que a cortiça maciça é reservada para os exemplares mais sofisticados; quanto mais longa, larga e elástica, melhor a qualidade, podendo chegar a 1 euro cada rolha. As rolhas de aglomerado, que se originam dos “restos” das maciças, são mais comuns porque apresentam menor custo. As sintéticas, que surgiram nos anos 1990, são mais baratas ainda e permitem que os vinhos sejam guardados em pé – já falamos, mas não custa lembrar: nas rolhas de cortiça os vinhos devem ser armazenados na horizontal, pois é necessário que o líquido fique em contato com a rolha evitando, assim, que ela resseque, quebre e, consequentemente, o vinho oxide.

Screw Cap

As rolhas de rosca ou screw cap (aquelas iguais as garrafas de whisky) surgiram na Austrália e são cobertas internamente com um plástico inerte. Largamente utilizadas naquele país e na Nova Zelândia, não devem absolutamente nada às rolhas de cortiça. Infelizmente, principalmente no Brasil, são vistas como representantes de vinho de menor qualidade, o que é uma grande inverdade.

screw-cap

Recentemente fala-se muito da rolha DIAM, composta 95% de cortiça processada e de substâncias como acrilato (um tipo de resina) e poliuretano. A promessa é que ela seria totalmente livre do TCA, o fungo responsável pelos vinhos com cheiro de rolha, o famoso bouchonneé. Mas, por enquanto, ainda há muita polêmica em torno dela, apesar de alguns produtores franceses já terem aderido, e aprovado, sua utilização.

Curiosidades

(fonte: Associação Portuguesa da Cortiça)

  1. Da área mundial de florestas de sobreiros, 34% está localizada em Portugal.
  2. A representatividade de Portugal na produção mundial de cortiça gira em torno de 49%.
  3. 84% dos sobreiros portugueses, as árvores que originam a cortiça, estão localizados no Alentejo, sudeste do país europeu.
  4. 70% dos produtos da cortiça têm como destino a indústria vinícola, sendo que a França é o principal mercado.
  5. 70% das exportações de cortiça em Portugal são lideradas pelas rolhas, o que corresponde a 592 milhões de euros.

Por aqui, indicamos 7 vinhos alentejanos, de onde vem grande parte da cortiça que se torna rolha no mundo.

Loios branco
Preço sugerido: R$46,00

loios-branco

Olaria Suave Branco
Preço sugerido: R$26,00

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Olaria Suave tinto
Preço sugerido: R$26,00

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Marquês de Borba tinto
Preço sugerido: R$74,00

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Reguengos Reserva DOC
Preço sugerido: R$71,00

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Bom Juiz
Preço sugerido: R$91,00

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Vila Santa Reserva tinto
Preço sugerido: R$135,00

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Onde encontrar em Curitiba:

Esta publicação é uma parceria com a importadora Porto a Porto.

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5 mitos e verdades sobre os vinhos

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