ENTRAR Bem-vindo! Faça login para ter
uma experiência completa.

Iogurte Grego

3 de março de 2016

(0)
Saiba mais sobre esse fenômeno que conquistou de vez o paladar dos brasileiros

Com a promessa de cremosidade e alta dose de proteínas, o iogurte grego vem desbancando até mesmo os singelos potinhos de iogurte desnatado. Hoje, 30% do iogurte consumido nos EUA é iogurte grego e o Brasil caminha na mesma direção, representando, atualmente, 5% do mercado.

Por trás desse fenômeno está Hamdi Ulukaya, que não nasceu nem em Atenas, nem em Esparta e sim no interior da Turquia. Aos 25 anos, foi estudar inglês nos Estados Unidos e hoje é megaempresário lácteo, que fatura bilhões de dólares com sua marca Chobani, criada em 2007. Ulukaya transformou um produto étnico de nicho em um fenômeno de consumo tipicamente americano.

O iogurte é um alimento originário dos Bálcãs. O Lactobacillus bulgaricus, uma das bactérias responsáveis pela fermentação do leite, dá uma pista de suas origens no próprio nome. A culinária de países como Grécia, Líbano, Israel, Turquia, Índia e Irã usa leite fermentado em suas receitas mais tradicionais. Raita, tzatziki, lassi, labne e tarator são algumas das iguarias produzidas a partir de um tipo ou outro de iogurte.

O que o tal “grego” tem de diferente é a consistência e a quantidade de proteínas. Ao contrário do que é produzido artesanalmente pelos pastores do Peloponeso com leite de cabra, as versões Chobani, Danone, Nestlé e Batavo usam leite de vaca e têm sabores criativos e modernosos. Isso quando não vêm adicionados de creme de leite e açúcar, para turbinar a cremosidade e o sabor.

E as proteínas? Sim, a mistura tem mais proteínas do que a competição, mas também tem mais calorias e gorduras saturadas. Para quem está buscando uma alternativa de lanche para a dieta, melhor optar pelo iogurte desnatado.
Não há um padrão na indústria que classifique o que pode ser comercializado como iogurte grego. Isso faz com que haja um disparate entre as várias fórmulas dos vários produtores. A única restrição existe na União Europeia, que define sabiamente como iogurte grego o produzido na Grécia. Por isso, fabricantes franceses, ingleses e suecos usam o termo “Greek style” em suas embalagens.

odisseia_02

Apetite pelo produto não falta. A Danone investiu R$ 120 milhões para lançar sua versão aqui no Brasil em 2013. No Paraná, os pequenos laticínios estão sendo pressionados pelos supermercados para oferecer o produto a fim de não perder espaço nas gôndolas. A pressão também está no fornecimento de leite, já que a fórmula leva três vezes mais matéria-prima do que a receita de iogurte tradicional.

Com a opção de iogurte para os lanches da tarde e não somente como sobremesa, o mercado tende a aumentar vertiginosamente. A americana Chobani instalou-se no Reino Unido e logo marcará presença na Austrália. Além de convencer os australianos a comer mais iogurte (grego), a intenção é exportar para a China, que aos poucos inclui laticínios nos hábitos alimentares. Em alguns anos, o iogurte grego à la americana será algo tão comum como uma Coca-Cola.

colher

*Matéria feita em Dezembro 2013.
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA
AVALIAÇÕES
(0)
  • Excelente
    0
  • Muito bom
    0
  • Normal
    0
  • Ruim
    0
  • Horrível
    0
DÊ SUA NOTA: