José Araújo Netto: o cara que fatura milhões com hambúrguer de 10zão

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Todo mundo sabe (só, às vezes, não pratica) que se colocar no lugar do outro, entender as dores e os desafios que cada um enfrenta tornaria a nossa existência muito mais fácil, especialmente no mundo dos negócios. Se você acha que isso é impossível, que é mais provável uma civilização de aliens nos dominar e nos transformar em pets, tem que conhecer o José Araújo Netto, ou Zé para poucos.

Se você nunca ouviu falar nesse nome, já deve ter ouvido outros que têm muita relação com ele: Mr. Hoppy Beer & Burger, Porks – Porco e Chope e Bar do Açougueiro. Todos esses bares são criação do Zé, ex-bancário, empresário, empreendedor com zero medos de arriscar. Isso não é papo de coach não, viu? O Zé pode dizer com propriedade que é preciso se jogar para empreender porque já teve bastante erros na conta. É aquele clássico conselho de mãe quando você tá chorando porque errou a tabuada: “tem que errar para aprender”.

O dono do negócio 

Antes desses 3 bares, o Zé criou outros negócios em gastronomia. Uns deram super certo e se tornaram tradição curitibana, como o Quermesse, e outros nem tanto, como o Mia Trattoria (no Curso de Gestão de Restaurantes com Beto Madalosso o Zé conta toda essa história). Basicamente, o que rolou é que o Zé percebeu que o cliente não tava afim da experiência que ele queria proporcionar. E aí que tá o pulo do gato: se identificar com a necessidade do outro e pensar em maneiras de solucioná-la.

Essa sensibilidade e talento para os negócios transformaram o José Araújo Netto num empresário que fechou 2019 com um faturamento de R$57,6 milhões com as franquias do Mr. Hoppy e Porks. As duas franquias são muito recentes, cerca de três anos, e juntas contam com mais de 50 unidades em todo o Brasil, vendendo hambúrgueres e chopes de alta qualidade com preço acessível, a partir de R$10. Um feito e tanto, né?

Foto: Jonas Teixo

Mas pensar na vivência alheia é o tipo de cuidado que não deve ser reservado apenas aos clientes e o Zé sabe disso! Ao testar o modelo de operação para abrir o Bar do Açougueiro, em plena pandemia, ele precisava descobrir os problemas do negócio e encontrar soluções eficazes rapidamente. Para contornar os desafios do novo bar + Covid-19, ele fez algo que poucos empresários teriam coragem de fazer.

“Estive todos os dias na operação fazendo todos os papéis operacionais. Fui assador, cozinheiro, bartender, atendente, faxineiro, caixa e porteiro. Dessa forma, entendi exatamente cada problema de cada posto de trabalho e vi algumas oportunidades. Assim ficou muito mais fácil ajustar tudo de maneira sincronizada e suave”, explica o Zé sobre sua estratégia. Afinal, empreender não é colocar uma roupa bacaninha e esperar os resultados: tem que suar muito, junto com toda a equipe da empresa.

Os planos mudaram 

A pandemia mudou tudo o que havíamos planejado para 2020 e o impacto dela veio com tudo na gastronomia. Muita gente do mercado gastronômico se viu num beco sem saída, com operação fechada, aluguel acumulando, obras em andamento e muito mais. Isso também rolou com o Zé, mas depois do baque inicial, ele levantou pronto para a briga e investiu em um novo negócio: o Bar do Açougueiro, que inaugurou em março de 2020.

“Sem dúvida eu acredito demais no modelo operacional que tenho. E tenho uma visão para esse negócio de que esse ano seria de aprendizado para iniciar a expansão nacional no ano que vem. Então estou me atendo a isso, aprender o máximo que der! E nada melhor que um mar revolto para fazer bom marinheiro”, conta.

Ousado? Corajoso? Esperto? Ou doido? Talvez a resposta certa seja que o Zé é um combo disso tudo. Um caso a ser estudado e um empresário para servir de inspiração. Não vemos a hora de chegar no balcão do Mr Hoppy e pedir um hambúrguer e dar de cara com ele. Vida longa ao Zé e que surjam mais bares dele para a gente curtir.

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