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Lua de mel na Itália – parte 3

3 de julho de 2018

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Acompanhe a lua de mel da Julia e do Beto pela Itália — e de moto. Aqui, você lê como foi a visita à Sestri Levante e à Bagni di Luca. 

Sestri Levante é quase a porta de entrada para uma das regiões mais visitadas da Itália: a Cinque Terre, composta por Monterosso, Vernazza, Riomaggiore, Corniglia e Manarola. Saímos sem café da manhã. Acordamos tarde e demoramos até rearranjar tudo nas malas, ainda nos faltava prática. O desapego é regra em viagens de moto, sempre se termina com menos carga do que se começa, é comum descartar coisas ao longo dos dias afim de ter mais praticidade, menos peso e agilidade pra montar e desmontar, sendo assim, as “comprinhas” se resumem a adesivos ou chaveiros. Eu, particularmente, gosto assim. Já a Júlia…

Seguimos os caracóis de estradas que sequer tinham sinalização ou acostamento, montanha acima, montanha abaixo, e assim sucessivamente, sempre espreitados entre o mar e as paredes das montanhas. A tranquilidade das estradas escolhidas foi fundamental, a cada instante parávamos e os uivos vindos do oceano nos enchia a alma. Quando passamos pela placa “Monterosso al Mare” a Júlia me cutucou e disse “entre aí, uma amiga indicou um restaurante nesse lugar, é hora do almoço, vamos parar”.

Uma praia linda de areia grossa e escura povoada de guarda-sóis. Paramos a moto num estacionamento público, deixamos as bagagens sobre ela e andamos até achar o restaurante. Sentamos encostados ao parapeito entre penhasco e mar, cobertos por uma tenda de panos brancos, observando o trânsito dos barcos turísticos lá embaixo. Peixe pescado no dia assado com batatas, uns tomatinhos e tomilho.

– Júlia, que tal entrar nesse mar?

– Eu topo, mas não tem como se trocar.

A solução foi usar uma canga de vestiário. Ali mesmo, naquele estacionamento público, trocamos de roupa cobertos pelo tecido. Voltamos à praia, 10 euros por uma hora de guarda sol. De repente eu mergulhava nas águas frias da Cinque Terre como uma criança que vê o mar pela primeira vez. Salgados do mar, ainda com as roupas de banho, seguimos viagem. Discutimos sobre passar em Riomaggiore, ou, por que não, em Corniglia, mas resolvemos continuar, tínhamos muita coisa pela frente.

Eu pretendia me aproximar de Modena ainda naquela noite, visitar um amigo russo que havia estudado comigo no ano anterior e que hoje era um dos cozinheiros da Osteria Francescana, considerado um dos melhores restaurantes do mundo.

O dia terminou às oito da noite, numa cidadezinha de montanha chamada Bagni di Luca.

Do lado da nossa pousada, um restaurante com decoração antiga, toalhas vermelhas com bordados dourados, papel de parede idêntico, lareira no canto, velas que escorriam derretidas em candelabros sobre as mesas, música clássica e cardápio baseado em cogumelos porcini, especialidade da região. Só estávamos nós dois e o chef, atendimento personalizado. Duas doses de conhaque antes de ir dormir. Buona notte, signori.

Quer continuar acompanhando a lua de mel na Itália do Beto Madalosso? Aguarde os próximos capítulos! 

Quer saber como começou essa viagem? 

Lua de mel na Itália de moto
Lua de mel na Itália – parte 2

 

Artigo de: Tutano Gastronomia

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