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Onde comer em Bali

4 de setembro de 2017

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Aventuras gastronômicas na Indonésia, por Dana Patel

Enquanto o Beto Madalosso faz seus guias pela Europa, vou invadir o portal para falar da Ásia, mais precisamente de Bali, na Indonésia. Muitas pessoas que conheço já tinham visitado e diziam: “depois de conhecer Bali, este é o carimbo que ganho no passaporte, todos os anos”. Desconfiei desses indivíduos, mas quando peguei o voo de volta, entendi  – não queria ir embora de lá, pensei até em ligar para o trabalho e dizer: “posso trabalhar daqui?”.

Bem, uma amiga estava dando a volta ao mundo e me convidou para passar o Natal e o Réveillon na ilha. Topei! Antes de fechar as malas, me deram a dica de seguir no Instagram o perfil @thebaliguideline, que tem sugestões de restaurantes e do que fazer em Bali. Anotei tudo e saí do Brasil louca de vontade de comer Nasi Goreng, Mie Goreng, Poke e bowls de dragon fruit ou pitaia.

Depois de 17 horas de voo até Doha, uma conexão de 8 horas e mais 10 horas de voo até Bali, encontrei a minha amiga Bruna Busse no aeroporto de Denpasar. Chegamos em solo indonésio juntas. Fomos jantar com um casal de amigos de Curitiba que mora em Jakarta. Nossa ceia foi no Rock Bar, dentro do Ayana Resort And Spa. Ele fica num cliff na costa de Jimbaran. Que lugar! No cardápio, frutos do mar. Maravilhoso! Não sei se gostei tanto porque passei mais 24 horas comendo comida de avião ou se era bom mesmo.

Pizza pra que te quero

Meus primeiros dias foram um choque com o scent of Bali. Parece que tudo lá tem o mesmo cheiro vindo das oferendas hindus: flor, incenso, arroz, fritura. Alguns restaurantes de comida local que visitamos tinham esse mesmo aroma. No começo, fiquei enjoada e não queria visitar os warungs (restaurante locais) e se eu pudesse comeria só pizza.

Foi então que conhecemos a Pizzeria Itália, que serve comida japonesa e pizza, e fica na Jalan Raya Uluwatu Pecatu, nossa rua favorita. Ela estava no caminho entre nosso hotel e o Single Fin, a melhor festa da minha vida: pessoas de todo o mundo, brisa do oceano. Íamos para lá tomar BINTANG (cerveja local), ver o por do sol, comer um lanche, e assistir ao pessoal surfando na praia de Uluwatu. Todos saem do mar e sobem para uma cerveja e música no Single Fin. O astral parecia com episódios de documentário sobre surfe na Indonésia do Canal Off. A Jalan Raya Uluwatu Pecatu também nos levava para o Cashew Tree. Comida mexicana no menu, música e gente bonita. Esse era o nosso destino nas quintas-feiras. Ah, entre um passeio e outro em Uluwatu, gostávamos de parar no Angel Martz, uma lojinha de conveniências com bebidas, sorvetes e comida. Tem de tudo lá! Inclusive Gudang, o cigarro local.

Em busca do café da manhã perfeito

Se tem uma coisa que a gente gosta é de café da manhã caprichado. Em Bali, não faltaram opções de mesas fartas com pain au chocolat, croissant com manteiga, banana pancake, frutas, iogurte, ovos e bacon. Alguns dos lugares onde encontrávamos essa delícias eram o Bukit Café,  o Land’s End Coffee, Café Moka e o Yoga Searcher.  Sucos naturais, comida vegana, vegetariana, australiana e americana. Para o dia ficar ainda melhor, bastava essa refeição ter vista! No Anantara tínhamos esse combo mesa farta e uma linda vista para a Impossible Beach. 

A melhor refeição que fiz na ilha foi no restaurante que fica dentro do hotel Alila Villas, num cliff de 100 metros acima do oceano, com uma vista inesquecível, cardápio internacional e pratos preparados com ingredientes locais. Outro lugar que, na minha opinião, é bagus (bom) e imperdível em Bali é o The Lawn, em Canggu. Eles têm esteiras de praia e pufes no chão. Tomamos nossa adorada Bintang e vimos um por do sol místico.

Gili e Ubud

Fomos para as Gili Island, 3 ilhas pequenas (Trawagan, Meno e Air) perto de Lombok, outra ilha indonésia, para a virada de ano em Gili Trawagan numa festa com um mix de DJ e bandas, com 10 bares misturados. Não sei descrever essa festa, mas foi incrível. Jantamos e almoçamos no restaurante do hotel Mahamaya na ilha Gili Meno, onde passamos dois dias. O restaurante estava de frente para o mar, mesas na areia. A comida era um mix de comida local, italiana, americana. Gostosa e apimentada. 😉

A viagem de barco de volta para Bali foi inesquecível. Um dos motores do barco parou de funcionar em alto mar, atravessando uma das correntes mais fortes entre Pacífico e Índico. Rezei enquanto a Bru dormia plena sem saber o que se passava. Já em terra firme, fomos para Ubud e ficamos por lá mais uns dois dias. Visitamos o Tegallalang Rice Terrace, campo de arroz, e o Pura Tirta Empul, templo das águas, e comemos no restaurante Hujan. Delicioso!

De volta a Uluwatu

A essa altura da viagem, o cheiro das oferendas já estava impregnado em nós, porque elas estavam dentro dos táxis, nas recepções dos hotéis, estavam nos meus sonhos, rsrs. Aprendi a gostar dos warungs e principalmente do Mie Goreng, o macarrão com legumes e ovo frito, temperado com um shoyu adocicado. E quando bateu a saudade da comida brasileira, visitamos o PF Brasil. Um dos lugares que eu gostaria de ter visitado é o Fish Market de Jimbaran. Você escolhe na hora os peixes e frutos do mar que quer comer. As mesas ficam na areia.

Cuidado!

Muitas pessoas têm a tal da Bali Belly quando chegam em Bali, um mal-estar causado por uma bactéria na comida local. Dá dor de barriga, pode até dar febre. Dura um dia ou até uma semana. Por isso, cuidado com a higiene e escolha bem os lugares que for visitar.

Cultura balinesa

Nos apaixonamos pelo colorido de Bali, pelas praias de areia branca, pelos arrozais, pela gastronomia e pela energia da ilha, que parece mesmo protegida pelos deuses hindus. Cheguei a fazer a minha oferenda em agradecimento pelos dias que passei e um pedido para voltar em breve. Terima kasih, Bali!

Dana é jornalista, analista, publicitária de formação e artista nas horas vagas. É editora de conteúdo da Pulp Edições (<3), que faz a Tutano com o Beto Madalosso há algumas primaveras. Tem compulsão por tirar fotos dos pratos de todos à volta para publicar tudinho por aqui.
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COMENTÁRIOS
  • Que bacana, Thamiris! A Ilha é mesmo incrível, né? Que bom que gostou do texto!

  • Seu texto me transportou de volta a um dos lugares mais incríveis que pude ir na vida, estive em Bali em fevereiro e posso confirmar esse sentimento saudosista que só que conheceu a Ilha sabe dizer. Realmente, espero poder voltar sem demora. Uluwatu é o maximo!! O bukit, PF Brasil e várias outras atrações na região são um espetáculo. Também pude ficar uns dias no Anantara Uluwatu, sensacional. Parabéns pela forma maravilhosa como descreveu sua experiência, contagiante.