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Prato da Boa Lembrança no Paraná: onde tem?

26 de agosto de 2016

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Conheça o Prato da Boa Lembrança e saiba onde encontrar

Se você nunca ouviu falar do simpático Prato da Boa Lembrança, garantimos que você já deve, pelo menos, ter visto o dito cujo pendurado na parede da casa de um amigo, de um parente ou de um restaurante. Já se perguntou de onde ele veio? Como ele surgiu? Onde conseguir um para chamar de seu?

Tudo começou em 1994, em Petrópolis, quando o chef, enólogo e sommelier Dânio Braga, fundador e atual conselheiro da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, inspirado nos costumes da região de Parma, onde nasceu, na Itália, buscou uma alternativa para que os restaurantes fossem reconhecidos por sua qualidade. A sugestão foi justamente o Prato da Boa Lembrança, com o desejo de que as pessoas levassem para casa uma lembrança da boa refeição que experimentaram.

O Prato da Boa Lembrança, desde o início, funciona como um “selo de qualidade”, já que os restaurante passam por um processo rigoroso para fazer parte do time: não é qualquer um que consegue. O restaurante deve ter no mínimo três anos de funcionamento e realizar um pedido formal de adesão, indicando os motivos para ser associado. Depois disso, além de toda a documentação, o restaurante é avaliado por um conselho que aprovará, ou não, a admissão do candidato, que será julgado, também, pelos demais associados.

Independente de estarem em uma grande metrópole ou num pequeno município, os Restaurantes da Boa Lembrança têm algo em comum: são sempre muito charmosos e deixam na memória emoções inesquecíveis. Todos os pratos são pintados à mão pelo casal de artistas Olga e Henrique Van Erven, que colorem peças divertidas, inspiradas na arte naif.

Saiba mais sobre como são produzidos os pratos.

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Os admiradores, colecionadores, usam a Boa Lembrança como guia gastronômico ao viajar a trabalho ou lazer. Sabem que encontrarão restaurantes que são cuidados pessoalmente pelos seus chefs, verdadeiros apaixonados pela arte de cozinhar. Inspirado por essa ideia, o Beto Madalosso, aquele cara que não para de comer por aí, resolveu fazer um tour de motocicleta pelos restaurante da Boa Lembrança do Paraná. Saiu de Curitiba até Palmeira, mais ou menos 75 quilômetros de distância da capital paranaense, para experimentar o Pão no Bafo, no restaurante Girassol. Uma maravilha!

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A Rosane Radecki, chef do Girassol, conta que essa receita é histórica em Palmeira, trazida pelos imigrantes alemães há 140 anos. Em um evento de gastronomia do Paraná, ela decidiu resgatá-la e inseriu novamente em outros grandes eventos. Resultado: a receita foi considerada patrimônio material de Palmeira e se tornou oficialmente o prato típico da cidade.

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O segundo restaurante do tour do Beto foi o Sel et Sucre, em Curitiba. Lá ele experimentou o bouef bourguignon desfiado, da chef Kika Marder.  O Sel et Sucre foi o primeiro restaurante de Curitiba a entrar para a ABL. Além do boeuf bourguignon, o blini com salmão marinado e o voul au vent de camarão com alho poró, também são Pratos da Boa Lembrança desse restaurante. Em 2010, o blini recebeu indicação do Prêmio Bom Gourmet como melhor entrada e em 2011 o boeuf bourguignon como melhor prato principal.

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A terceira parada foi o Quintana Café e Restaurante, da chef Gabriela Carvalho. Lá, tudo o que é preparado é orgânico, muitos pratos não possuem glúten ou lactose, o ambiente é inspirado no Mário Quintana e o jardim é delicioso para refeições ao ar livre. O restaurante tem quatro opções para o Prato da Boa Lembrança: cordeiro e quirera, costela e cebola, costelinha confitada e barreado. O Beto provou – e aprovou – a costelinha confitada.

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Depois de uma soneca na rede do Quintana, Beto partiu para a Cantina do Délio, restaurante que capricha na comida caseira italiana, do chef Délio Canabrava. Já foi eleito por duas vezes o melhor na categoria “Bom e Barato” do prêmio Comer e Beber da Revista Veja Curitiba. A Cantina do Délio tem quatro Pratos da Boa Lembrança: filetto con raviolli e funghi, pesce alla griglia con tagliatelle, agnello al rosmarino i tagliatelle e gnocchi ripieni al gorgonzola. O Beto experimentou o filleto com ravioli e funghi e saiu salivando.

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O Zea Maïs fechou as portas recentemente, mas também era um dos restaurantes da ARBL. O Beto foi sortudo e teve tempo de saborear o entrecot com linguini trufado, da chef Joy Perine.

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Para encerrar o circuito, o restaurante Chalet Suisse serviu o mignon, gruyère e spätzli. O Chalet Suisse é conhecido por suas receitas franco-suíças, como o escargot à la bourguignonne, camarões ao champagne, beefsteak tartar e, claro, os fondues, tão queridos no inverno da capital.

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E então? Gostou?

A ideia é que cada restaurante crie uma receita nova e exclusiva a cada ano. Por isso, como você deve ter percebido, cada restaurante tem um número de pratos da Boa Lembrança. O que acontece muitas vezes é que a receita da Boa Lembrança faz tanto sucesso, que passa a fazer  parte do cardápio.

E para você se aventurar nesse tour gastronômico, está aí a lista dos restaurantes em que você pode parar, comer e, ainda, garantir seu prato para colecionar.

Prato da Boa Lembrança no Paraná:

Girassol
BR-277. Jd. Farajala Bacila. Palmeira-PR
(42) 3252-1778

Sel et Sucre
Ala. Presidente Taunay, 396, Batel. Curitiba-PR
(41) 3077-6647

Quintana Café e Restaurante
Av. do Batel, 1440, Batel. Curitiba-PR
(41) 3078-8944

Cantina do Délio
Rua Itupava, 1094, Alto da Glória. Curitiba-PR
(41) 3078-0010

Chalet Suisse
Rua Francisco Dallalibera, 1428, Santa Felicidade. Curitiba-PR
(41) 3364-7889

Acesse o site da Boa Lembrança e conheça os 99 restaurantes brasileiros que fazem parte da Associação.

 

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COMENTÁRIOS
  • Que pena... minha família inteira deixará de participar do prato da Boa lembrança, não comemos nada de origem suina...

  • Tiveram outros restaurantes da Boa Lembrança em Curitiba : Bologna, Marcolini e Boulevard, ainda nos anos 90 e que hoje não estão mais. Dos atuais a Cantina do Delio e o Quintana estão desde 2013, o Sel et Sucre desde 2014, o Chalet desde 2015 e o Girassol entrou esse ano.