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Probióticos e prebióticos

6 de maio de 2016

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Conheça as bactérias do bem e saiba como agem em nosso organismo

No filme de animação “Horton e o Mundo dos Quem” (2008), o elefante Horton descobre por acidente toda uma população dentro de um grãozinho de poeira e passa a conhecer os habitantes de Quemlândia, um pequeno mundinho habitado por seres microscópicos e invisíveis para a maioria das pessoas, que possuem toda uma estrutura de vida, convivem em grupo, trabalham e mantêm as suas relações familiares e fraternas, fazendo o seu pequeno universo funcionar. É mais ou menos o que acontece – guardadas, é claro, as devidas proporções – com os micro-organismos vivos denominados probióticos e prebióticos, elementos minúsculos que têm relação direta com a nossa saúde.

É como se, por meio da ingestão de alguns alimentos e suplementos, nós criássemos um pequeno mundo em nosso organismo para que esses micro-organismos pudessem se desenvolver e proporcionar condições adequadas para oferecer benefícios para a nossa saúde. Doido, né? Chamados de “bactérias do bem”, estes micro-organismos ajudam a equilibrar a flora intestinal e melhoram o sistema imunológico, prevenindo doenças. Na linguagem científica quer dizer que eles agem em conjunto com o nosso corpo e protegem contra os agentes que causam doenças. Mas eles não surgem de repente. Desde que nascemos possuímos imensas quantidades de bactérias em nosso corpo, mas hábitos ruins, consumo excessivo de remédios como antibióticos e anti-inflamatórios, fatores hereditários, falta de higiene e estilo de vida podem influenciar na produção desses “bichinhos” e deixar o nosso corpo exposto. É aí que a dupla Probio e Prebio entra em ação.

Funciona assim: “Apita o árbitro! O time das ‘bactérias do bem’, o Probiótico Futebol Clube, avança pelo nosso organismo. Eles partem para o ataque com fome de fibra prebiótica, de alimentos funcionais. Eles chegam pela direita com os prebióticos e avançam na grande área, nutrindo o meio campo. É gol. Bola na rede!”. O jogo funciona bem, em equilíbrio. A comentarista do jogo (e nutricionista), Dra. Flávia Sguario, pede a palavra: “O time está entrosado, mas é preciso trabalhar em equipe, pois o esforço é conjunto e o sucesso do organismo depende de uma combinação de fatores. É estilo de vida, genética, meio ambiente e atividade física. Time que depende só do talento dos alimentos funcionais não avança no campeonato”.

Volta o jogo. As bactérias do mal avançam, encontraram uma brecha no organismo e estão enfraquecendo o corpo e expondo a imunidade do time da casa. Pode isso, Dr. Roberto? “É preciso adotar um comportamento integrado com outras ações para que as bactérias do bem se desenvolvam. Como, por exemplo, manter a higiene corporal, inserir na alimentação produtos que contenham germes probióticos, manter uma alimentação adequada com produtos que tenham a função prebiótica e nunca se automedicar”, diz Roberto Martins Figueiredo, o famoso Dr. Bactéria (lembram do quadro do Fantástico?).

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É de comer?

A maioria dos especialistas concorda que determinados alimentos conhecidos como funcionais contêm as propriedades dos prebióticos e probióticos e que, quando ingerimos estes alimentos, estamos dando um trato em nosso organismo com os benefícios que eles proporcionam. Como por exemplo: a diminuição da absorção de gorduras, regulação do nosso sistema imunológico e intestinal e aumento da absorção do cálcio, ferro, zinco e magnésio no organismo. De acordo com a Dra. Flávia, esses alimentos são fáceis de encontrar e possuem elementos que ajudam o nosso corpo. Alerta vermelho! É importante lembrar que somente em caso de indicação dos médicos ou nutricionistas é que se deve usar suplementos que contenham micro-organismos probióticos.

Então você percebe que, apesar dos nomes complicados, não é nada difícil manter a saúde do seu organismo em dia? Na próxima ida ao sacolão ou feira você já pede: “Me veja aí uma sacola de prebióticos”. Ou seja, batata yacon, centeio, aveia, banana, cebola, chicória, alho, alcachofra, tomate, beterrabas, aspargos, mel, açúcar mascavo e sim, até cerveja! E quando for ao supermercado procure fontes de probióticos em alimentos que reúnem certa quantidade desses compostos, como os iogurtes e leites fermentados. Mas, atenção: verifique se no rótulo há a indicação de que o micro-organismo presente no alimento contribui para o equilíbrio da flora intestinal e, olha só, não adianta tomar uma vez só e esperar pelos efeitos. De acordo com a Agência Nacional de Saúde – ANVISA, o ideal é ingerir regularmente esses tipos de alimentos para obter os seus benefícios para o corpo, além, é claro, de associar o seu consumo a hábitos saudáveis.

Cardápio probiótico

Probiótico não é remédio. É um tipo de alimento funcional para ajudar a melhorar a sua saúde. E olha aqui a boa notícia: a melhor fonte de probióticos é aquela que vem de alimentos acessíveis para a maioria das pessoas, como picles, coalhada, chucrute, missô e molho shoyo. Uma das fontes de probióticos mais queridas do momento é o kefir, um leite fermentado natural feito a partir de grãos ou “cogumelos” de kefir, que formam uma colônia de micro-organismos capazes de processar o leite, sintetizar a lactose e outras enzimas.

O blog Dieta e Receitas traz uma explicação bem interessante sobre os benefícios do kefir: o leite “kefirado” fica nutricionalmente mais rico, com menos lactose e cheio de probióticos: 13 tipos diferentes de lactobacilos, enquanto o iogurte tem normalmente duas variedades. Como ainda é meio difícil de encontrar os grãos de kefir no supermercado ou em algumas regiões do país, há páginas nas redes sociais de troca ou doação dos grãos para quem quer começar a fazer a sua colônia em casa. É como se fosse uma “corrente de bactérias do bem”. Quando você consegue formar a sua, doa os seus grãos excedentes para quem precisa e assim por diante. Depois que você consegue os grãos é simples de preparar.

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Fontes: Roberto Martins Figueiredo – Dr. Bactéria
Nutricionista: Flávia Ferreira Sguario (CRN8-815)
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