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Restaurante Manu ganha Selo Tutano

24 de agosto de 2018

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De comida sazonal e de produtores locais, Restaurante Manu tem menu degustação que inclui carnívoros e vegetarianos

Se a gente pudesse definir o Restaurante Manu em uma música, seria Cabide, da Mart’nália, aquela do quero ver se você tem atitude, se vai encarar. Não só porque samba e MPB sejam a trilha sonora de um jantar na casa, mas porque a comida do restaurante te deixa à vontade, mesmo sendo complexa, te provoca. Ela é sedutora sem pretensão e tem todo o borogodó brasileiro. Um lugar para os que gostam de experiências intensas.

A casa é comandada pela chef Manu Buffara, uma jornalista de formação que descobriu na gastronomia uma nova forma de comunicar. Todo o menu degustação do restaurante traduz a filosofia da chef, de respeitar o alimento, os seus produtores e contribuir para uma gastronomia sustentável.

“Que? Não entendi, vai de  novo!”

Isso significa que no Manu não vai ter produtos fora de época. Se a terra decidiu que não tava a fim de fazer crescer a cenoura, não vai ter cenoura no restaurante. Se o mar inventou de não deixar os pescadores encontrarem ostras, também não vai ter ostra por lá. É a ideia de que é preciso entender que os alimentos têm o seu tempo, que a gente é só gente, não precisamos ter poder para interferir num processo natural.

Esses conceitos fazem da comida do Restaurante Manu ainda mais poderosa. Tem um trecho de Cabide em que a Mart’nália canta para alguém “me fazer sentir mais viva, me apertar o corpo e a alma me fazendo suar”. É exatamente isso que os pratos do restaurante fazem com você, te deixam na expectativa dos próximos, se vão superar a couve flor no molho de maracujá, a ostra vegetal, feita de caqui em água marinha ou o macaron de milho com mel.

Mas, apesar da filosofia, o Manu não é como aquele cara chato da faculdade que se acha o bonzão só porque fez uma parada legal e que você revira os olhos pra ele sempre que tem a oportunidade. Muito pelo contrário. O ambiente é descontraído, beira a simplicidade e, em grande parte, por causa do Deibd e Kayton, os caras que atendem na casa. Eles te recebem na porta, explicam o conceito como se tivessem topado com um grande amigo no meio da rua. Se você tem dúvida de como comer alguma coisa, eles ajudam. Passam para checar se você gostou do que comeu, se quer algo, ou só pra conversar um pouquinho, dizer que vai trocar a sua taça porque “tem uma que vai combinar mais com você”. Quem dera se todo mundo tivesse um pouquinho da gentileza desses dois.

A casa funciona por menu degustação (R$220). Começa com um suco de boas-vindas, que varia de acordo com as invenções da chef Manu — o que experimentamos era de beterraba, deu vontade de se afogar um balde daquilo, era bom demais! Depois, vêm os snacks — como a melancia na brasa e o quiabo frito —, os pratos principais — como a pera com queijo pardinho — e as sobremesas — como o Tucupi, um bolo molhado de amendoim e bacon de coco, e o sorvete de algas. É um jantar que dura até 3h, mas passa voando e no momento de se despedir, dá até pra sofrer de saudade adiantada.

Estes pratos fazem parte do menu vegetariano da casa — um outro fator que nos fez adorar o Restaurante Manu, os vegetarianos não são apenas bem-vindos, eles são esperados. A casa também prepara pratos para veganos, intolerantes a lactose ou outras restrições alimentares, o único pedido feito pela equipe é que, nesses casos, eles sejam avisados com pelo menos 24h de antecedência para prepararem pratos especiais de acordo com a sua restrição. Essa preocupação com a experiência de cada cliente, de ser inclusivo, de resgatar a cultura nacional, faz do Manu uma referência na gastronomia paranaense.

No fim do jantar, você percebe que cumprimentou todo mundo que estava no restaurante, que se pudesse passar mais 3h ali, ficaria de bom grado e que a cozinha aberta, vendo a movimentação dos cozinheiros, foi muito mais interessante que maratonar uma série.

Hoje, o Manu leva o Selo Tutano Gastronomia e a gente não vê a hora de poder voltar lá.

Não deixe de experimentar o Tucupi, é delicioso!

Manu 

Alameda Dom Pedro II, 317, Batel
(41) 3044-4395
Terça-feira a sábado, 19h às 22h30

Patrocinadores:

Bodebrown
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