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Calor, prosa e Risoto de Rua

10 de julho de 2017

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Há um ano, o Risoto de Rua leva comida, roupas e conversa às marquises do Mercado Municipal de Curitiba

Religiosamente, domingo é dia de risoto. Pelo menos para a Samantha Cardoso e para os voluntários do Risoto de Rua. Desde julho de 2016 eles distribuem marmitas de risoto, vegetais e sobremesa nas noites de domingo. O público? Pessoas que se abrigam sob as marquises do Mercado Municipal de Curitiba e arredores. Nós fomos conhecer de perto esse projeto.

A atividade desse grupo vai além de encher a barriga de quem passa por lá. Os voluntários do Risoto também sabem nome e história de cada uma das pessoas que atendem. “Isso humaniza”, explica Rita Gonçalves, uma das voluntárias. “Elas não são mais um borrão que você vê quando passa de carro, na rua, ou de ônibus. Elas são pessoas”.

“Elas não são mais um borrão que você vê quando passa de carro, na rua, ou de ônibus. Elas são pessoas”

Foi essa prosa toda que fez com que a Samantha começasse esse projeto. Quando voluntariava às sextas-feiras no Rango de Rua, tinha o costume de conversar com quem atendia. Papo vai, papo vem, descobriu que o dia mais incerto para elas era o domingo. “Durante a semana, de segunda a sábado, há vários grupos que os atendem, mas aos domingos essa movimentação diminui, chegando a ter dias em que não há doações“.

Foi aí que ela criou uma página no Facebook para arrecadar doações e reunir voluntários. “O Risoto é uma corrente do bem que surgiu no Facebook e que funciona totalmente por causa do Facebook”, diz Samantha, apesar do Mark Zuckerberg não patrocinar nem um grão de arroz.

Na cozinha do Risoto

O projeto começa às 16h e tudo precisa ser bem calculado para que, às 20h, eles estejam na rua. Ou seja, trabalho é o que não falta na cozinha: tem quem lave, corte e descasque legumes. Tem quem cuide do risoto na panela, quem prepare as marmitas, e o sortudo que fica com a louça. 😉 Por semana, o grupo chega a cozinhar entre 10 e 12kg de arroz.

Além de embalar as marmitas com muito cuidado, o pessoal monta os kits com talheres e sobremesa. Tem também os kits de higiene, roupas e cobertores para doação, que só são distribuídos no final da noite e para quem realmente fará uso deles.

Carreata do Risoto de Rua

Os voluntários usam os próprios carros para a distribuição. Conforme vão estacionando, a fila já começa a se formar. Samantha, que já conhece o lugar muito bem, sabe onde estão as pessoas sem condições de disputar um lugar na fila e, depois que o movimento inicial diminui, passa de cobertor em cobertor para ver se todo mundo pegou uma.

Quando todos já estão de barriga cheia, é hora do atendimento, que, apesar do nome técnico é, na verdade, a velha e boa conversa. Aos poucos, os voluntários vão descobrindo quem precisa de quê e, se podem atendê-los, pedem para esperar ao lado dos carros.

Enquanto o pessoal do Mercado Municipal recebe cobertores, gorros e roupas, dois voluntários do Risoto levam as marmitas que sobraram até o Viaduto Capanema para entregar aos que ficam por lá. Quando sobra comida eles tocam a carreata até o Teatro Guaíra e a Rua XV de Novembro.

Para ajudar o Risoto

Quer dar sua contribuição para incrementar o arroz? As doações para o Risoto de Rua podem ser feitas nos endereços abaixo. Só vale lembrar que eles não aceitam leite e derivados, pois são ingredientes mais fáceis de estragar. 😉

Com a Samantha

Av. Paraná, 1489, ap. 1201, Cabral
Qualquer horário

Com a Dina 

Al. Dr. Muricy, 321, conj. 53, Centro – Edifício Dakota
Das 7h às 19h

Com o Ruy 

Av. Itupava, 1020, Alto da XV –  Bola Rola Sport’s
Das 18h às 23h

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