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Roteiro dos top pastéis curitibanos

15 de agosto de 2016

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Um rolé de bike com Beto Madalosso pelas pastelarias de Curitiba

Acordei e decidi: É hoje!

Fazia tempo que eu queria fazer um roteiro de bike pelas pastelarias de Curitiba, mas vivia adiando, sempre com alguma desculpa besta. Decidi, como decido diversas coisas na minha vida: “é hoje!”. Mandei mensagem para dois ou três amigos convidando para o que batizei de Circuito Colesterol, mas ninguém topou. Quem não faz planos vai sozinho. Então fui sozinho mesmo.

Orma Motos

A única coisa que eu tinha em mente era o ponto de partida, a pastelaria da Orma Motos. Esse lugar não é exatamente uma pastelaria, mas ali fazem pastéis. A Orma Motos é uma espécie de hotel de motos, de onde trilheiros, como eu, saem aos sábados de manhã para passar o dia atravessando rios e subindo montanhas. O serviço de “bar”, com refrigerantes, isotônicos, cervejas e PASTÉIS, surgiu pra atender a demanda dos motoqueiros esfomeados depois das trilhas. E não é que eles mandam muito bem? Por ser um dos melhores pastéis que já comi, fiz questão de começar por ali. “Vê um de carne e queijo, por favor. Obrigado!”.

Nippo Pastéis

Pedalei por uns dois quilômetros por essa rua que atravessa as chácaras da região. Uma paz. Logo entrei no parque Tingui e segui para o Juvevê. Ouvi falar várias vezes da “Pastelaria do Juvevê”. Eis que, no caminho, observei a existência de várias pastelarias. Deve ser algo psicológico. Imagino que quando você tem um assunto em mente, você fica muito mais atento, e aquilo parece pular na tua frente. Então, muito antes de chegar ao Juvevê, senti o cheiro de pastel que vinha da feirinha da Cruz do Pilarzinho. Ainda eram 10 horas da manhã e a barraca do Nippo Pastéis já tinha uma fila enorme. Encostei a bicicleta e fui para a fila. “Vê um de carne e queijo, por favor.” Fiz questão de repetir os sabores para não influenciar minhas comparações. Pastel crocante, delicioso, sequinho, leve e bem recheado.

Família Yamashiro

Continuei meu caminho. Perdido pelo Juvevê, passei pelo Museu do Olho e, de repente, já estava em outra feirinha: a do Alto da Glória. Para muitos frequentadores, o “melhor pastel de Curitiba” estava na Família Yamashiro. Mais uma vez, sequinho, crocante e bem recheado.

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Pastelaria Juvevê

Pedalei mais um tanto e cheguei na famosa Pastelaria Juvevê, que, como qualquer outra boa pastelaria, tem um(a) japonês(a) no comando. Ali, além do atendimento alegre, servem um dos maiores pastéis que já vi na minha vida. “Temos 150 sabores”, disse a menininha atrás do balcão. “Pode ser só de carne e queijo?”. Pedi um pequeno, que já era grande. Comi metade, guardei o resto num saquinho plástico e segui para o Mercado Municipal.

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Pastelaria Curitiba

Meu objetivo era visitar pelo menos 6 pastelarias e fazer, no mínimo, 30 quilômetros para compensar a orgia gastronômica. Entrei no mercado, vi umas 4 pastelarias. Voltei numa lojinha da entrada e perguntei: “Qual dessas pastelarias você recomenda?” – “Ah, tem que ser a Pastelaria Curitiba, dizem que é a melhor.” E lá fui eu. “Carne e queijo, por favor”. Circulei pela praça de alimentação do mercado, encontrei alguns conhecidos e matei um tempo por ali até devorar meu pastel.

Pastelaria Brasileira

De lá, cruzei a Rua XV para chegar até a minha última e mais famosa parada: Pastelaria Brasileira, em frente à Biblioteca Pública do Paraná. Lotada. Bombando. Só aceitam dinheiro, e eu só tinha cartão. Voltei para a Rua XV para sacar dinheiro. Voltei com garra. Enfrentei a fila. “Uma Wimi e um pastel de carne e queijo”. Munido do meu lanchinho, sentei na calçada do lado de fora, para ficar de olho na bike, até porque era impossível achar uma cadeira livre do lado de dentro. Pastel incrível, assim como todos os outros do Circuito Colesterol.

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Ao final, acho difícil dizer qual é o melhor, até porque, a fome que eu sentia no primeiro pastel, lá na Orma Motos, era muito maior que a fome que eu sentia no sexto pastel, na Pastelaria Brasileira, e, como dizem, a fome é o melhor tempero.

Voltei ao meu ponto de partida, fechando meus 30 quilômetros de pedalada, ou seja: um pastel a cada 5 quilômetros. Vou usar a opinião do público, que deixou comentários nas fotos que postei nas redes sociais durante o passeio. Cada um tem a sua pastelaria favorita, e gosto não se discute. Muitos falaram dos pastéis das feiras, outros tantos falaram da Pastelaria Juvevê e Curitibana, mas, certamente, a maioria clama pela Pastelaria Brasileira. Como eu sou um dos poucos que conhece o pastel da Orma Motos, vou dizer: vale a pena conhecer, certamente ele deve fazer parte desse ranking dos melhores da cidade.

Taí o roteiro!

Orma Motos
Rua Justo Manfron, 1730, Santa Felicidade
Segunda a sábado, das 8h às 18h

Nippo Pastéis
Feira Cruz do Pilarzinho – Rua São Domingos, 2-98, Pilarzinho
Aos sábados, das 7h às 11h30

Família Yamashiro
Rua Alberto Bolliger, Juvevê
Aos sábados, das 7h às 13h

Pastelaria Juvevê
Av. João Gualberto, 1817, Juvevê
De segunda a sábado, das 08h30 às 22h30

Pastelaria Curitiba
Av. Sete de Setembro, 1865, Centro
De terça a sábado, das 7h às 18h
Aos domingos, das 7h às 13h
Às segundas, das 7h às 14h

Pastelaria Brasileira
Rua Cândido Lopes, 156, Centro
De segunda a sexta, das 7h30 às 19h
Aos sábados, das 7h30 às 14h

Taí o mapa!

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COMENTÁRIOS
  • Quando precisar de parceria para uma aventura dessas de bicicleta só avisar!!!

  • sem dúvidas todos esses são topsssss me deu fome aaaaaaaaaaaaaaaaa

  • Faltou a pastelaria Mercês, logo após a Igreja das Mercês. Pasteis bons, limpinha, organizará e com mesinhas. Pra variar, dono japonês

  • Eu sou maníaco por pastel!
    Não posso ver um que paro comer. O que mais me atrai é a massa sequinha, crocante e leve.
    Estes dias, saindo de um show, havia um trailler (atualmente Food Truck) parado em frente ao local.
    Madrugada, cansado, faminto e com umas cervejinhas na cabeça, pedi logo um pastel, mas sem esperar nada demais.
    No balcão uma cestinha com lascas de massa fritinhas pra degustar gratuitamente. Experimentei e foi o que bastou para encher de elogios a melhor massa de pastel que já comi. Quando veio o pastel, eu já era praticamente amigo dos donos, que atendem, cobram, fritam e servem o que agora pra mim, é um dos melhores pastéis de Curitiba. Pastel e Cia. Diz que ficam parado perto do terminal do Campina do Siqueira! Acha eles no Facebook/pastel.ciafoddtruck - Recomendo fortemente.
    Pastelaria Brasileira realmente é show também.Tradicional curitibano.
    Matéria bacana...partiu comer uns pastéis que ainda não conheço!

  • Faltou a Cia do Pastel na Carlos de Carvalho. Melhor pastel de Curitiba e com diferencial de ter rodízio.

  • Adorei suas pedaladas Beto! Sou maluca por pastéis, mas tento evitar até quando posso (rsrs), mas sei fazer um bom tb. Moro perto da Cruz do Pilarzinho, e realmente da Nippo é delicioso, mas da Brasileira é imbatível! A próxima vez que quiser fazer um "tour" pelas frituras, conheça a Pastelaria Planeta Pastel, na Marechal Floriano, passando a Almirante Gonçalves, sentido Boqueirão mesmo; lá tem pastéis para comer com talheres, e com recheios que pesam mais de 100 g, doces e salgados. Só um detalhe, saindo de lá não irá para outra pastelaria com certeza! Abs

  • Macacos me mordam! Genial!! E tem o do Japa da Feirinha da Dom Pedro II, às quintas, que é o mesmíssimo da Feirinha da 29 de Março, aos domingos. Sou freguês e aos domingos também sempre começo minhas pedaladas com um carne e queijo + Wimi ali...