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Saiba mais sobre os guias e rankings de restaurantes

10 de abril de 2016

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Ações publicitárias, despretensiosas dicas de amigos e outras iniciativas que guiam o amantes da boa comida

Em 1900, Paris realizou a Exposição Universal, que atraiu gente do mundo todo para a cidade e para o interior da França. Para mostrar ao mundo seus pneus (os carros começavam a ficar populares nessa época), os irmãos André e Édouard Michelin apostaram em distribuir aos motoristas um guia com capa vermelha cheio de informações preciosas para quem iria colocar o pé na estrada, de carro, é óbvio. Eram borracharias, oficinas mecânicas, médicos, curiosidades e mapas de cidades, com o nome de Guia Michelin. Os custos da produção eram pagos por anúncios publicitários.

A partir de 1920, o guia passou a ser vendido e já incluía dicas de restaurantes de leitores e de alguns inspetores secretos. Para os irmãos Michelin, a ideia de sugerir endereços fora do circuito era ótima, pois mais quilometragem significava mais uso de pneus. Com o tempo, a publicação foi se tornando referência na França e até dizem que o exército alemão usou um Guia Michelin na invasão do país.

Hoje, o guia vermelho, editados anualmente, é uma das bíblias de quem gosta de viajar para comer bem. Não somente em restaurantes três estrelas (que é a classificação máxima), mas também nas opções Bib Gourmand, mais econômicas. E por mais avessos que sejam os franceses à globalização, esses guias cobrem cidades importantes no mundo todo, como Tóquio, Londres, Roma, Nova York, Chicago e Hong Kong.

Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, a competição está com os guias Zagat. Diferente dos Michelin, que dão de uma a três estrelas aos restaurantes, o Zagat dá nota de 1 a 30. A empreitada que começou em 1979 com um casal nova-iorquino que pedia ajuda aos amigos para classificar restaurantes da cidade é hoje uma empresa global, comprada pelo Google, que inseriu os comentários e dicas em seu serviço de busca. As dicas Zagat são mais internacionais do que as do Michelin, pois classificam estabelecimentos em todos os Estados Unidos, na Europa e lugares mais exóticos como Istambul, Dubai, Cidade do México, Sydney e Seoul.

O mundo tem fome de boa gastronomia e a febre por dicas de restaurantes dá espaço para muitos outros pontos de vista. A competição anual dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo, patrocinada pela água italiana San Pellegrino, já se tornou referência. No final de abril de cada ano, quando os resultados são anunciados, revistas e jornais de todo o mundo publicam os nomes dos ganhadores. O restaurante Noma, em Copenhague, na Dinamarca, está há anos em primeiro lugar. O paulistano D.O.M., de Alex Atala, ficou em 4º lugar em 2012. Não há um guia impresso, mas o site www.theworlds50best.com é onde estão todas as informações.

Apostando no hype desta competição, a editora inglesa Phaidon perguntou aos chefs ganhadores quais são os lugares onde eles comem quando viajam e lançou o guia Where Chefs Eat com todas as dicas. O interessante é que nesse guia o que conta é a opinião de chefs e não de uma comissão julgadora formal. Acaba que a publicação tem as dicas mais ecléticas e cheias de surpresas

Então, não viaje desacompanhado. Aproveite a gastroglobalização e garanta refeições memoráveis. Nunca foi tão fácil e tão bom garantir as melhores dicas do Litoral Paranaense ao interior da China. Quem sabe a gente também não entra nessa onda e lança um guia Tutano para comer bem?

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