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Selo Tutano vai para boteco em Curitiba, o Bar do Toninho

26 de julho de 2018

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Boteco em Curitiba que fica aberto “das zóra cô quero, até às zóra cô quizé”  

Mais do que um lugar para tomar uma cachaça e comer torresmo, o Bar do Toninho, um boteco em Curitiba, guarda memórias. Não necessariamente vividas lá, mas o balcão com chicletes para vender, a parede com quadros e fotos de amigos e os copos enfileirados, fazem lembrar do bar que você acompanhava o pai na infância. Aquele em que o dono te dava um Chocomilk e uma coxinha e que hoje explode de alegria ao te ver crescido.

Vish! Pancada de boas lembranças rolou só de ver a entrada! Mas fica melhor ainda quando você se dá conta de que o Toninho, proprietário do bar, conseguiu manter algo que a cidade grande, às vezes, insiste em engolir: a vida boêmia raiz. A que o bar é a segunda casa, que não tem frescura, que os clientes mais chegados têm o próprio copo e cadeira reservadas e que todo mundo se serve sozinho.

O Bar do Toninho, maior sucesso tradicional do Batel, reúne atleticanos e coxas brancas numa paz de invejar Gandhi. Briga? Toninho não deixa. O Bar é templo sagrado e não admite mais que uma discussãozinha simples. Se a coisa aumenta, basta o Toninho chegar perto que a presença do Todo Poderoso da Ângelo Sampaio intimida os malas que se inflamam demais por futebol.

— Mas e você, Toninho. É atleticano roxo?

— Roxo nada. Rubro Negro!

O Bar do Toninho nasceu com o Toninho no hospital. Caminhoneiro natural de Fartura, em São Paulo, veio a Curitiba fazer uma cirurgia no rim e gostou da cidade. Chamou a patroa, venderam o caminhão e compraram o ponto onde hoje é o bar. Montaram uma churrasqueira de latão na porta e o cheiro de carne assada se encarregou de conquistar a freguesia. “Era igual índio, fazendo sinal de fumaça. Todo mundo que sentia o cheiro vinha comer”, conta o Toninho.

Mas com a fiscalização da Prefeitura, o Toninho teve que abortar a missão índio. Agora, as carnes são feitas em festas no bar, quando algum grupo de amigos se reúne por lá e decide ir no mercado comprar ingredientes para fazer uma janta. Segundo o Vadico de Mello, amigo e assessor de imprensa não oficial do Toninho, é isso que torna o bar um sobrevivente dos dias de hoje.

“Aqui em Curitiba, é difícil você encontrar um bar como esse aqui, que resgata a cultura do bar de verdade. Os mais chegados se servem sozinhos, nós somos amigos, não clientes do Toninho. Eu passo Natal na casa dele, ele na minha. Onde você vai achar isso hoje em dia?”.

E a amizade é forte. Tão forte, que os dois tiveram um infarto juntos. Primeiro o Toninho. Uma semana mais tarde, depois de levar a Vilma, esposa do Toninho, visitar o marido no hospital, foi a vez do Vadico. “Ficou com inveja de mim esse daí”, brinca o Toninho.

Para acompanhar todas essas histórias, o Toninho recomenda uma porção de bolinhos de carne e uma porção de torresmo. São os pratos que mais saem, especialidades da Vilma! Mas a combinação do sucesso é o pastel com mostarda picante e uma cerveja trincando de gelada. Não há quem resista!

Por fazer da Ângelo Sampaio um lugar muito mais interessante e por resgatar tantas memórias, o Selo de hoje vai para o Bar do Toninho.

Bar do Toninho 

Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1776, Batel
Todos os dia, 11h45 à meia noite

Patrocinadores:

Bodebrown
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COMENTÁRIOS
  • Opa, Vidal! Que maneiro, valeu pelo elogio ;)

  • Grasi, valeu! A autora do texto ficou felizona com o elogio ;)

  • Porção de pastel maravilhoso, o pastel de carne excelente e o torresmo, divino... custo beneficio, excelente.... parabéns Toninho e dona Vilma....

  • O ambiente parece ser maravilhoso. Com certeza conhecerei em breve . Aproveitando, gostaria de parabenizar o belo texto.

  • PARABÉNS pelo texto. Muito bem escrito. Retratou o ambiente do Bar como se fosse um antigo frequentador. Abç.

  • Não frequento bar, Mas valorizo sempre a história e os bons costumes!
    Parabéns!