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Sol, a sommelier da Patagonia

1 de agosto de 2017

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Conversamos com a Maria Sol Cravello, sommelier da cervejaria Patagonia

Foi com uma Patagonia Weisse nas mãos que conhecemos a argentina Maria Sol Cravello, ou apenas Sol, sommelier da Patagonia. Em Curitiba, para a inauguração do primeiro bar da marca no país, Refugio Patagonia, ela veio conocer os cervejeiros e as cervejeiras curitibanas e espalhar um pouco da paixão que tem pela bebida. Dito e feito. Nos contagiou.

Para quem ainda não conhece, a cervejaria Patagonia é uma das mais renomadas da Argentina. Todas as cervejas são feitas com lúpulos patagônicos, “el oro verde”, como dizem. Assim como o lúpulo é a alma da cerveja, a Sol já faz parte da alma da Patagonia. Ela trabalha na equipe desde o comecinho. Agora, se você quer saber mais sobre a as duas (juntas), vem ler esse bate-papo com a hermana.

Em que momento da sua vida profissional decidiu trabalhar com cervejas? Ou como sommelier?

Sou licenciada em Tecnologia de Alimentos, também estudei Bioquímica. Sou fanática pela ciência e ainda mais pela química e biologia aplicada a alimentos. Quando me formei, queria trabalhar com alimentos fermentados. Me fascinava o processo. Tive a sorte de começar a trabalhar na empresa mais importante de cervejas do mundo: AB InBev. Trabalhei quase três anos como Coordinadora del Panel Sensorial de la Planta. Aprendi muito. O tema me interessou tanto, que decidi fazer um curso de Sommelier de Cervejas. Comecei a capacitar em restaurantes, a dar palestras de harmonização e fui encarregada de treinar toda a companhia na Argentina, viajando por todo o país.

E como começou a trabalhar na cervejaria Patagonia?

Quando começaram a formar uma equipe mais completa para a cerveja Patagonia, o Diretor da marca já conhecia o meu trabalho como capacitadora e o quanto me encantava ensinar sobre cerveja. A Patagonia tinha muito pela frente (e ainda tem muito mais) e o projeto me fascinou.

Conta um pouco mais sobre o que faz um sommelier de cerveja e como é a sua rotina na fábrica.

Um sommelier de cerveja entende de sabores, aromas, estilos, harmonização com diferentes pratos. Sabe recomendar cervejas segundo o gosto pessoal de cada consumidor. Sabe sobre serviço, como fazer para que a cerveja seja servida da melhor maneira possível e consumida em sua melhor apresentação. Mas, principalmente, um sommelier tem que saber transmitir esse conhecimento tanto a experts no assunto quanto aos principiantes, podendo contagiar-los com o amor pela cerveja. Meu dia não tem rotina. Por sorte, preciso viajar muito e fazer diferentes atividades: dar palestras, fazer degustações guiadas, harmonizações, treinamento para as equipes de nossos bares. Também capacito mestres cervejeiros em análises de cerveja. Atualmente estou dirigindo a Escuela Patagonia.

Um sommelier de cerveja entende de sabores, aromas, estilos, harmonização com diferentes pratos. Sabe recomendar cervejas segundo o gosto pessoal de cada consumidor

O que é a Escuela Patagonia?

A Escuela Patagonia é uma instituição de formação. Por enquanto estamos aprofundando a formação interna, mas a ideia é abrir aos consumidores, no próximo ano. Vamos dar cursos de elaboração de cerveja, de estilos e de harmonização. Enfim, sobre tudo relacionado à cerveja.

Tem algum desafio como mulher no setor cervejeiro?

No começo, acreditei que não seria respeitada neste âmbito sendo mulher. Mas, com muito trabalho e treinamento pude demonstrar que não é uma questão de gênero. Me capacitei muito e sempre estive muito segura do meu conhecimento.

Qual é o diferencial que tem a cerveja Patagonia? O que a faz ser tão reconhecida?

Brincamos com variedades de maltes, lúpulos e outros ingredientes para seguir dando complexidade às nossas cervejas. Queremos que escolha tomar Patagonia aquela pessoa que tem vontade de provar algo novo, que queira começar a brincar com harmonizações. Que a cerveja tenha um lugar importante no dia.

Os curitibanos adoram cerveja. Qual é a relação do argentino com a cerveja?

O argentino tem uma estreita relação com a cerveja. Existem diferentes ocasiões de consumo. Mas sempre que consumimos, compartilhamos com alguém. Por isso é tão comum ver tamanhos de garrafas de 1 litro ou 740ml nos supermercados. Por outro lado, como em todo o mundo, o consumo de cerveja artesanal cresce a cada dia. Apesar de fortes competidores locais como o vinho e o fernet, a cerveja segue no auge como a bebida favorita por excelência.

A Patagonia criou algum tipo de cerveja para os brasileiros?

Acreditamos que nossas cervejas são ideais para o consumidor brasileiro. São fáceis de tomar, realçando sua refrescância com sutis e delicados sabores que diferenciam suas variedades. A Patagonia Weisse é uma cerveja que os brasileiros que nos visitam na Argentina costumam pedir muito, tanto em nosso brewpub em Bariloche, quanto nos bares que comercializam nossas cervejas. Penso que isso se deve ao seu fácil consumo, seus sabores críticos. É uma cerveja leve, saborosa e refrescante.

Você considera o paladar do brasileiro diferente do paladar argentino, em relação à cerveja?

Considero o paladar sul-americano, em geral, muito parecido. O Brasil é pioneiro em novos estilos. Mas vamos todos pelo caminho. Já não queremos apenas as cervejas lager leves e refrescantes, queremos provar diferentes aromas, ingredientes, técnicas de elaboração variadas. Abre-se um caminho espetacular para a cerveja.

Considero o paladar sul-americano, em geral, muito parecido. O Brasil é pioneiro em novos estilos. Mas vamos todos pelo caminho.

Você tem dicas e sugestões de pratos de inverno que harmonizem com cerveja?

Os pratos de inverno têm mais gordura, com carnes e guisados. Pratos mais pesados, que harmonizam bem com cervejas mais fortes, maltadas, escuras e mais saborosas.

Qual é a cerveja Patagonia que você mais gosta?

Acho que todas têm uma oportunidade ideal de consumo. Para um dia de calor ou para acompanhar pratos fritos, prefiro uma Bohemian Pilsener. Como um aperitivo, para ver um pôr-do-sol, gosto da Weisse. Amber Lager e Küné me encantam para acompanhar uma parrillada. A nossa nova Session IPA com Sauco, 24.7, é ideal para experimentar com carnes de cordeiro o para saborear um estilo de cerveja que representa o nosso país, com lúpulos locais e ingredientes patagônicos.

Quais são as últimas tendências de sabores de cerveja?

São várias. Desde armazenar cerveja em barris que foram usados para a produção de destilados até cervejas ácidas, fermentadas com diferentes microorganismos. Se experimenta muito com ingredientes como frutas, flores e especiarias.

E o lançamento Patagonia para este ano?

Estamos trabalhando muito para que chegue ao Brasil a nossa 24,7, uma Session IPA com Sauco e mel! Na Argentina temos alguns outros projetos, que desejamos que cheguem ao Brasil logo. Mas a ideia é ir lançando novidades todos os anos para satisfazer a necessidade dos nossos consumidores.

Você pode experimentar as cervejas Patagonia no Refugio Patagonia, na Rua Vicente Machado, 866, Batel.

Terça a quarta-feira, 18h à meia-noite
Quinta-feira, 18h à 1h
Sexta-feira, das 18h às 2h
Sábado,  19h às 2h
Domingo, 17h à 0h

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