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Tudo o que você não sabe sobre os ovos

10 de abril de 2016

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Tá na massa do pão, no doce, nos cremes, na salada, no Häagen-Dazs (ele mesmo, o sorvete classudo) e, claro, por cima do bifão daquele PF maravilhoso

Você é daqueles que chegam no mercado, conferem o ovo de casca branca, depois o ovo de casca marrom ou avermelhada, pegam o segundo e satisfeitos pensam: vou levar o caipira pra ser mais saudável? Hum… Senta pra ler esta matéria então, porque temos umas coisas pra te contar. A primeira delas é: você não entende nada de ovos. Mas entender pra que? Ora, pessoal, vamos dar um pouco de crédito para o ingrediente mais mão na roda da culinária. Item indispensável em muitas receitas, é o ovo quem espessa, aera, emulsifica e dá liga nas misturas mais variadas. Vamos aos fatos:

  • A cor da casca nos ovos de galinha não altera em nada a composição, sabor ou qualidade do que está dentro. Ou seja, ovo branco, marrom ou amarelo é basicamente tudo igual. O que faz essa diferença é, pasmem, a cor da “botadeira” ou, em termos técnicos, a raça da galinha.
  • Ovo azul? É, tem sim, e não se trata de truque mercadológico, não. Existe uma raça de galinhas originária do Chile que produz um pigmento chamado oocianina, adicionado no início da formação do ovo dentro da galinha e que penetra em toda a casca. Os cruzamentos genéticos dessa raça com outras podem ainda dar margem a outras cores, como o verde.
  • O que faz um ovo ser caipira ou orgânico, portanto, não é a cor da casca e sim a forma como é produzido, ou melhor, como são criadas as galinhas. Nesses casos, as bichinhas vivem livres, leves e soltas, com alimentação vegetal natural (no caso dos caipiras) ou 100% orgânica (no caso dos orgânicos). Já a produção dos ovos de granjas – e aqui incluem-se os ovos enriquecidos, vitaminados, light e o que mais aparecer de novidade no mercado – segue escala industrial e as galinhas recebem alimentação diferenciada.
  • Pata, ema, gaivota, perua, enfim, todas as aves produzem ovos comestíveis por nós. Teoricamente, o sabor é tudo igual, variando um pouco por conta da alimentação da ave, mas queremos ver cientista dizendo isso com um ovo de urubu na boca. O que acontece é que a galinha é a ave mais viável de se criar comercialmente, mas na África, por exemplo, 80% dos ovos consumidos são de galinha-d’angola e, na Inglaterra, os ovos de gaivota fazem sucesso na mesa.
  • Você achou que a gente ia terminar sem falar do ovo de codorna, né? Bem, a notícia não é boa. A história de que esse alimento potencializa o apetite sexual é puro mito. Na década de 1960 tinha uma marchinha de carnaval que falava disso, foi daí que surgiu essa ideia, só que não há nenhuma comprovação científica para o fato. Agora, se preferir não contar para seu pai, entendemos perfeitamente!

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