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TUTANO: a revistinha virando revistão

22 de novembro de 2017

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Aquela revistinha que começou na garagem de casa está se tornando um dos principais veículos de comunicação da nossa cidade

A Tutano começou assim, meio do nada, sem qualquer ambição futura. Começou verdadeira, intuitiva, do mesmo jeito que começa aquele restaurante na garagem de casa, que, dos jantares entre amigos, vira um negócio, um estilo de vida, um ganha pão.

A Tutano é fruto do meu desejo de escrever sobre os bastidores vividos numa família de donos de restaurantes, não só das alegrias, também das tristezas, do mercado de trabalho, dos clientes babacas, das questões políticas que envolvem nosso setor e, por que não, escrever receitas para quem não quer sair de casa.

Uma publicação polêmica e irreverente, na contramão das revistas de gastronomia convencionais, sempre tediosas e cheias de frescura. Nasceu pra registrar lugares que gosto de ir, descobertas tipo o Don Rodrigo, boteco simplão em Santa Felicidade, “que faz um bolinho de carne do caralho que você precisa conhecer”, e assim viramos um guia de restaurantes pra amigos e clientes que não sabem aonde ir quando saem de casa.

Inspirado na nova iorquina Lucky Peach, revista do chef David Chang, que comprei no Brooklyn em 2011, cheguei na Pulp e disse: “Eu quero uma revista assim”. “Isso é tudo que a gente sempre quis fazer”, disseram o Vicente, a Pati e a Fer. Entusiasmados, sentamos para escolher o nome. Foodsie, Foodie, EatMe… TUTANO! Ficou Tutano. Uma revista bimestral com colunistas de peso, como a Jussara Voss e o André Bezerra, e uma direção de arte matadora. Criei, eu mesmo, duas contas nas redes sociais, uma no Instagram, outra no Facebook, e comecei a postar. Chamamos o Renan para construir o site. Todo mundo trabalhando mais por amizade do que por grana, todo mundo apaixonado pelo projeto.

Desde 2012 foram 20 edições impressas e a construção de um público fiel, ou melhor, fã, que contava os dias para receber a próxima. No final de 2015, porém, eu cavei a cova da revista. Altos custos de impressão e distribuição engoliam nosso orçamento e a crise econômica fechou o caixa de possíveis anunciantes. “Chega! Deu! Meu sonho acaba aqui”, falei numa das nossas reuniões na época. A Fer, a Pati e o Marlon não deixaram. “Beto, é hora de migrar para o digital, mais dinamismo, sem custos de impressão e distribuição”. Assim foi.

No final de 2015, porém, eu cavei a cova da revista. Altos custos de impressão e distribuição engoliam nosso orçamento e a crise econômica fechou o caixa de possíveis anunciantes.

Depois de seis meses trabalhando em silêncio, voltamos com força total em junho de 2016, em forma de portal. Nos adaptamos a outro tipo de leitor. Com o tempo acertamos a mão, reconquistamos leitores e produzimos cada vez mais matérias que enchem restaurantes, motivo de festa para a gente.

Ontem tivemos outro marco nessa história. Lançamos os projetos de 2018 num café da manhã para 100 pessoas, entre agências de publicidade, chefs de cozinha e donos de restaurante. Foi ali que percebi que aquela revistinha que começou na garagem de casa está se tornando um dos principais veículos de comunicação da nossa cidade. Coloquei outro champanhe na geladeira.

Aperte o play para conhecer a Tutano ainda mais!

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COMENTÁRIOS
  • Parabéns! Por tudo e a todos por esta deliciosa ideia... Acompanho desde o princípio e sou super fã... E que venham mais comemorações!!!

  • Acompanho o projeto desde o seu início. Maus uma vez tenho que parabenizar esse cara maluco e workaholic e seus parceiros!
    Vida longa tutano!!!

  • Ideia excelente!!
    A informação na mão é o que o leitor procura hoje!
    Ótimas dicas, matérias idem... adoro a combinação viagem (roteiros) e gastronomia, principalmente comidinhas descomplicadas! :)