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Um dono de restaurante e a reforma trabalhista

13 de novembro de 2017

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É fácil, e até prazeroso, atacar o empresário, mesmo que poucos se arrisquem a se tornar um

Andando pelos bares e restaurantes, eu pude perceber empreendedores que desistiram de abrir ou fecharam seus estabelecimentos por não suportarem desaforos no ambiente de trabalho promovidos pela, agora antiga, legislação trabalhista. Não só eles: gerentes, líderes, chefes de departamentos e até colegas sentiam-se indignados com a conduta perversa de alguns maus exemplos, que forçavam acordos, e para isso faltavam, chegavam atrasados, traziam atestados falsos, faziam corpo mole, praticando uma espécie de ‘assédio moral’ invertido; que se aproveitavam da complexidade de aplicação de uma ‘justa causa’, e, mesmo em caso de roubo em flagrante, ganhavam um tapinha nas costas e ouviam ‘corte no quadro de colaboradores’; que deitavam e rolavam com a indústria das ações trabalhistas motivados pela justiça gratuita e influenciados por advogados que copiavam e colavam petições pois tinham garantia de êxito. Então, a cobra picou o rabo: essa superproteção, que parecia boa, se tornou um dos motivos do desemprego.

Estamos aqui, no dia a dia, no olho no olho, no ombro amigo que enxuga lágrimas e ajuda com problemas pessoais, familiares, às vezes com empréstimos para a compra da casa, na parcela do carro ou na doença do filho.

É fácil, e até prazeroso, atacar o empresário, mesmo que poucos se arrisquem a se tornar um. Mesmo assim, cá estamos nós, donos de empresa, fazendo o papel que muitas vezes deveria ser do governo, investindo em educação, formação (treinamento), planos de saúde e odontológico, transporte privado em horários que não existe transporte público, inclusão, entre outras coisas. Estamos aqui, no dia a dia, no olho no olho, no ombro amigo que enxuga lágrimas e ajuda com problemas pessoais, familiares, às vezes com empréstimos para a compra da casa, na parcela do carro ou na doença do filho.

Sim, existem patrões mal intencionados, assim como existem funcionários mal intencionados. A falta de caráter não tem um lado, e, felizmente, não é a regra. Lei ideal deve estimular o emprego, o progresso, a liberdade e a igualdade, e, principalmente, não deve deixar um lado refém do outro. Patrão não pode mais ser vítima de funcionário, assim como funcionário não pode ser vítima de patrão. Espero que essa reforma recupere o bom senso que ficou lá atrás.

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COMENTÁRIOS
  • Boa tarde prezados,
    Primeiro que falar que o senhor(Reginaldo Izidoro Urban), falou uma grande besteira no que se trata em pagamento, o que seria caro ou barato isso depende,
    Cara para no meu ponto de vista é pagar uma pessoa que fica deitando no trabalho ou causando qualquer tipo de prejuízo no trabalho, como faltas por qualquer motivo etc.

    Trabalho no comercio desde 15 anos e já vi um pouco de tudo e é claro que irei vê ainda mais, porém a lei tem que ser clara é justa para todos, é muito fácil chamar o patrão "amador", uma patrão tem que tomar várias decisões, e não fica direto em uma câmera, ele espera contratar pessoas que no minimo tenham caráter.
    Trabalhei por 9 anos em restaurante e o quado de funcionários era formado por grande parte de nordestinos, lembro aqui que sou de família no edestina morei em Alagoas; as pessoas trabalhavam 3,4,5,6, no máximo 1ano, só para ter o direito ao seguro desemprego. fazia de tudo para ser mandado embora, e o senhor (Reginaldo Izidoro Urban) vem falar: (convenhamos, pagar os direitos não era assim tão "pesado" ). só rindo mesmo.
    O brasil tem que parar de ser paternalista e achar que todos tem o mesmo direito, Não tem.

    Hoje sou empresario e tive que mandar uma pessoa embora por roubo pagando todos os direitos pois a lei no Brasil é uma mãe para quem anda errado.

  • "Sim, existem patrões mal intencionados, assim como existem funcionários mal intencionados. A falta de caráter não tem um lado, e, felizmente, não é a regra." E, pasme, querido autor do texto: esse item NÃO faz parte da reforma. O profissionalismo, tão cobrado nos funcionários, deve ser também prática adotada pelo patrão, inclusive no que tange a "evitar passivos trabalhistas". Sempre houve possibilidade de dispensa de funcionário ruim e, convenhamos, pagar os direitos não era assim tão "pesado" para o patrão - a menos que esse patrão tenha sido amador e deixado o rabo para ser puxado. Ou não?

  • Excelente texto. O q realmente precisamos é de bom senso nas leis trabalhistas e demais temas jurídicos.

  • Quase parei no "assédio moral invertido", um termo quase tão esdrúxulo quanto "racismo invertido", mas sou brasileiro e não desisto. Aí cheguei no "é fácil, e até prazeroso, atacar o empresário", e pensei: super prazeroso mesmo. Pena que os representantes da atual composição do Executivo Federal perdoam dívidas que somam mais de sete dígitos das grandes empresas, e perdem de desfrutar desse prazer imensurável de atacá-los. Dica: foquem na gastronomia. Forte abraço.

  • Engraçado... Criado em restaurante que paga taxa / diária sem impostos devidos...