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Primitivo di Manduria é um vinho?

6 de outubro de 2016

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Os Primitivos di Manduria cairam no gosto dos brasileiros. Quer saber por quê?

Nos últimos tempos os brasileiros se apaixonaram e elegeram “um vinho para chamar de seu”, o Primitivo di Manduria. Mas Primitivo di Manduria é um vinho? Vamos por partes nessa história. Para começo de conversa, estamos falando da Itália, o maior produtor de vinhos do mundo em 2015. Primitivo é o nome de uma uva e Manduria é a região que fica ao sul da Puglia, o salto da bota da Itália, região plana que até parece um tapete verde, ensolarada e seca. É lá que se originam alguns dos mais célebres exemplares dessa uva.

Mas por que a Primitivo caiu no gosto do brasileiro a ponto de ele pensar que a designação “primitivo di manduria” é o nome do vinho, assim como amido de milho é maizena e lâmina de barbear é gilette?

As respostas são elementares, caros. Nos últimos 20 anos a região da Puglia passou por uma verdadeira revolução: saíram do comando os senhores de ideias ultrapassadas que produziam vinho sem qualidade “a rodo” e entraram em cena nomes de peso interessados em elaborar rótulos que realmente as pessoas gostassem de beber. Some-se a isso o fato de ser tendência a valorização das uvas autóctones (ou nativas), acompanhando a onda de enaltecer o que é regional. Fora isso, os vinhos de lá, em geral, possuem qualidade constante, preço aceitável e, bingo!, taninos macios ou adocicados, que caem literalmente como uma luva para o paladar brasileiro. Ou seja, não há quem não se encante com esses vinhos encorpados, concentrados e muito frutados elaborados com a Primitivo – vale dizer que nem todos são de Manduria, outras sub-regiões também se destacam com essa uva.

A saber, a Primitivo tem uma irmã gêmea, a Zinfandel, na Califórnia. Hoje sabe-se que ambas têm raízes croatas – descendem de uma outra de nome impronunciável, vide a quantidade de consoantes. Ficou interessado? Aqui alguns rótulos para chamar de seus – todos do produtor Luccarelli e trazidos pela Porto a Porto.

Campo Marina Primitivo di Manduria DOP

Nesse caso, você pode dizer: “Vê, pra mim, aquele Primitivo de Manduria?”. Exemplar equilibrado e macio, que estagia entre 8 e 10 meses em barrica de carvalho usado. O resultado: bebida macia, aveludada e saborosa. O DOP é Denominação de Origem Protegida.
Preço sugerido: R$139,90

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Campo Marina Primitivo/Merlot IGP

Aqui a Primitivo divide espaço com a bem conhecida uva Merlot e surge um vinho de corpo médio, com a mesma maciez em boca. Acompanha bem pratos de carnes vermelhas e queijos curados. O IGP é Indicação Geográfica Protegida.
Preço sugerido: Campo Marina Primitivo/Merlot IGP – R$107,70

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Luccarelli Primitivo Puglia IGP

Vinho que mantém toda a tipicidade da uva Primitivo, com aroma muito frutado, médio corpo e taninos muito sedosos em boca. O IGP é Indicação Geográfica Protegida.
Preço sugerido: R$75,15

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Luccarelli Primitivo di Manduria Old Vines DOP

O Old Vines do nome é sinônimo de superioridade, já que as videiras que originam as uvas têm entre 60 e 70 anos – e no mundo dos vinhos valoriza-se muito as idosas, pois elas produzem verdadeiras preciosidades. Esse vinho já é um clássico, quem experimenta, se apaixona. Além de fruta saborosa em boca, aparecem notas de café devido ao estágio de 12 meses em barricas de carvalho americano e francês. O DOP é Denominação de Origem Protegida.
Preço sugerido: R$245,89

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Onde encontrar em Curitiba, os Luccarelli:

Esta publicação é uma parceria com a Porto a Porto.

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