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Viciados em MasterChef, essa é pra vocês!

25 de junho de 2018

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Entre um esporro do Fogaça e um choro da Paola, seguimos firmes e fortes na torcida

Torcer pelo time do coração que joga na quarta-feira à noite, a gente até torce. Mas VIBRAR pelo nosso chef preferido às terças, 22h30, já virou fato consumado pra nós, os Viciados em Masterchef LTDA. E pior do que ficar vidrado nos pratos do programa na TV, é  sair correndo do sofá e abrir a geladeira entre um intervalo e outro a procura de QUALQUER COISA MASTIGÁVEL. Aos domingos, talvez, aquela tentativa de reproduzir em casa os pratos feitos no programa — ainda bem que com tempo de sobra e jurados menos exigentes.

Para tentar entender um pouco mais sobre talent show que faz a gente querer jantar quatro vezes às terças, nós conversamos com o professor do curso de gastronomia da Universidade Positivo, Vavo Krieck. Este bate-papo é para você que você foi atingido pela onda MasterChef. Confira!

Desde que foi re-lançado pela BBC, em 2005, são mais de 40 países com exibição do MasterChef. Ao longo desses anos, o que mudou na forma de consumo das pessoas?

A curiosidade por produtos de outras regiões, como por exemplo, o jambu e tucupi, é claramente despertada pelo programa. Com isso, a busca por esses produtos nos mercados locais é impulsionada. Nota-se também uma curiosidade do público, quando vemos pedir pratos diferentes nos restaurantes frequentados por eles há anos, além de uma exigência maior dos consumidores quanto ao que está sendo servido a eles nos restaurantes e até mesmo, bares e botecos. O simples fato de o garçom não perguntar o ponto do hambúrguer pode desencadear comentários negativos sobre o local.

Qual é sua opinião sobre a importância do programa para o desenvolvimento de novos chefs?

Com o programa, a gastronomia nunca esteve em tanta evidência como agora. A procura por cursos universitários, profissionalizantes e até mesmo os rápidos e específicos vem crescendo a cada temporada. O programa ajuda a despertar a curiosidade e o ímpeto de iniciar uma carreira na gastronomia.

O MasterChef mostra a realidade da gastronomia?

Na verdade, a realidade de uma cozinha está longe de ser o que é mostrado no MasterChef. Longas horas, altas temperaturas, realizar trabalhos de limpeza, além do fato de que, “enquanto todos se divertem, você trabalha”… Isso não é mostrado no programa. Mas no geral, a consciência do que é a gastronomia, e consequente melhora na qualidade dos profissionais é claramente notada.

Qual sua opinião sobre o MasterChef Júnior?

O MasterChef Júnior, na minha opinião, não são crianças, mas sim extraterrestres que abduziram aquelas crianças e estão usando seus corpos para cozinhar! Brincadeiras à parte, o spin off Júnior é representativo do que chamamos de “efeito MasterChef”. O interesse pela gastronomia e culinária por todos, inclusive os em tenra idade, é palpável. E me pergunto, quando que na década de 70 ou 80, crianças se interessaram por gastronomia com tanta avidez, e consequentemente, teriam tanto conhecimento como hoje?

Com sotaques carregados e fazendo mistério, os jurados mexem com os nervos dos participantes. Eles são “malvados” na medida certa?

Não podemos esquecer de que se trata de um talent show, um programa televisivo, e para tanto, ele tem como objetivo que manter sua audiência alta, e para isso, alguns mecanismos são usados. A polêmica é um deles. Começando pela escolha dos participantes. Sempre há um encrenqueiro ou personalidade forte, mas o que noto, é que eles criticam o que tem que ser criticado. Mas ao mesmo tempo, os critérios são subjetivos e baseados nas experiências dos chefs, uma vez que cozinha não é uma ciência exata. E quanto a serem ‘malvados’, isso não chega nem perto do que uma cozinha agitada de um restaurante de verdade pode ser. As pessoas, por vezes, precisam de alguns chacoalhões para que saiam da zona de conforto e abracem a cozinha.

Vavo Krieck é pós-graduado no curso Chef Nacional e Internacional pela Universidade Positivo. É professor de Graduação, Pós-Graduação e Cursos Livres em Gastronomia. Atua como chef independente realizando eventos exclusivos. Consultor nas áreas de gastronomia, elaboração de cardápios e fichas técnicas.
Esta publicação é uma parceria com a Universidade Positivo.

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